Ministério Público desmantela esquema financeiro ilegal nos lemes de São Paulo

Ministério Público desarticula esquema financeiro envolvendo PCC; bloqueio atinge R10 milhões em ativos.

21/07/2026 08:32

3 min

Créditos: Divulgação MP-SP
Créditos: Divulgação MP-SP

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça – feira dia 21 uma grande operação que visou desmantelar uma organização financeira clandestina no estado.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado — Gaeco —, essa estrutura atuava como um braço logístico crucial para grupos criminosos, prestando serviços até mesmo a líderes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC.

A investigação aponta que os suspeitos não apenas facilitavam transações ilícitas; eles criaram fachadas jurídicas complexas com o objetivo principal de dar aparência legal aos recursos obtidos por meio do crime organizado em geral.

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Escopo das ações e bloqueio financeiro

Os agentes investigativos estão cumprindo simultaneamente 18 mandados diferentes: dezesseis buscas e apreensões físicas além dos mesmos número de prisões preventivas expedidas pela Justiça.

Além dessas medidas operacionais, foi determinado um significativo bloqueio patrimonial no valor totalizando até R 10 milhões. Esse dinheiro visa congelar bens e contas bancárias diretamente ligadas tanto aos operadores quanto às empresas utilizadas como fachada para a lavagem desse tipo específico de recurso ilegal na região metropolitana paulista.

Mecanismos financeiros da criminalidade organizada

As apurações do Gaeco identificaram transações financeiras extremamente volumosas realizadas por Alexandre Salles Brito, conhecido pelo apelido Buiu. Os investigadores constataram que o indivíduo estava envolvido em receber valores ilícitos significativos e transferir esses recursos através de diversas pessoas jurídicas criadas apenas com fins aparentes ou fachadeiros no mercado corporativo brasileiro.

Nesse contexto operacional criminoso, os suspeitos também realizavam pagamentos específicos a indivíduos chamados “doleiros”, indicando uma cadeia complexa para movimentar dinheiro sujo dentro da estrutura financeira clandestina sob investigação pela Justiça paulista.

Conexão direta com líderes do PCC

A rede investigada prestava serviços diretos ao chefe máximo do crime organizado Primeiro Comando da Capital (PCC), Leonardo Monteiro Moja. Ele é conhecido nos meios policiais como Léo do Moinho e era um dos principais clientes dessa operação de lavagem de valores em São Paulo.

De acordo com as informações colhidas, o líder criminoso contava constantemente desses operadores financeiros especializados não apenas para receber recursos ilícitos transferidos por contas corporativas falsas; ele também os utilizava na prática para realizar compras pessoais importantes usando montantes elevados que eram entregues integralmente em espécie no centro paulistano.

A investigação fez uma ligação direta entre essa estrutura financeira sofisticada e a atuação criminal mais ampla da facção. Leonardo Monteiro Moja é acusado justamente pelo comando do tráfico ocorrido especificamente dentro da Favela do Moinho, localizada no coração de São Paulo. Vale lembrar ainda que Léo foi preso anteriormente pela Justiça durante a operação Salus et Dignitas, realizada já nos anos anteriores (em 2024), reforçando o histórico criminoso ligado à rede desmantelada nesta terça – feira dia 21 pelas autoridades militares e judiciais.]

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