Itamar Ben Gvir divulga vídeo chocante de ativistas após interceptação em Gaza

Controvérsia Internacional Após Interceptação de Flotilha em Gaza
O ministro israelense de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, da extrema-direita, causou uma grande polêmica ao divulgar um vídeo que mostrava membros de uma flotilha com destino a Gaza em situação de extrema vulnerabilidade. As imagens, compartilhadas no X, mostram ativistas ajoelhados, com as mãos amarradas e a cabeça no chão, após a interceptação da flotilha pelas forças israelenses no mar, no porto de Ashdod, no sul do país.
O incidente, ocorrido após a interceptação dos barcos da flotilha, gerou uma onda de condenações internacionais e em Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, também criticaram a forma como o ministro Ben Gvir tratou os ativistas.
Netanyahu justificou a ação como uma medida para impedir a entrada de flotilhas provocadoras que apoiam o Hamas. No entanto, enfatizou que o tratamento dado aos ativistas não condizia com os valores e as leis de Israel, exigindo sua expulsão o mais rápido possível.
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O vídeo, que mostrava os ativistas no convés de um navio militar e detidos em Israel, com o hino nacional tocando ao fundo, foi amplamente criticado.
Reações Internacionais e Denúncias
O embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, qualificou os atos do ministro israelense como “desprezíveis”. O chanceler espanhol José Manuel Albares exigiu um pedido de desculpas pelo tratamento “monstruoso, desumano e indigno” dado aos ativistas, incluindo cerca de 40 espanhóis.
A França e a Itália também expressaram sua indignação e denunciaram o tratamento dado aos ativistas, que incluíam cidadãos de seus países.
Denúncias e Acusações
A Bélgica e a Alemanha também condenaram o tratamento dado aos ativistas. A comissária europeia de Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, afirmou que “ninguém deveria ser punido por defender a humanidade”, argumentando que os ativistas “não eram criminosos condenados”.
A Turquia denunciou a “mentalidade bárbara” do governo israelense, enquanto a ONG Adalah, que representa os ativistas, acusou Israel de aplicar uma “política criminosa” de abuso e humilhação.
Contexto da Flotilha e Acusações
Trata-se da terceira tentativa em um ano do grupo de romper o bloqueio israelense imposto a Gaza, uma região devastada pela guerra e em grave escassez desde o início do conflito desencadeado em outubro de 2023 por um ataque do movimento islamista palestino Hamas contra Israel.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou que os 430 integrantes da flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 barcos, estavam sendo levados para Israel. O chanceler israelense criticou o vídeo e acusou Ben Gvir de causar “dano conscientemente ao nosso Estado com esta exibição vergonhosa”, afirmando que “não é a primeira vez”.
Para o Hamas, as imagens são uma amostra da “depravação moral” de Israel. A Adalah denunciou a “política criminosa” de Israel em relação à entrega de ajuda em Gaza, acusando o país de aplicar uma política de abuso e humilhação contra ativistas que buscam enfrentar os crimes contínuos de Israel contra o povo palestino.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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