Juliana Maena transforma R10 em indústria milionária La Ganexa

Juliana Maena impulsionou La Ganexa do artesanato à indústria milionária, transformando R10 iniciais em gigante nacional.

27/07/2026 14:42

4 min

2026-06-23 La Ganexa-228
2026-06-23 La Ganexa-228

A história por trás do sucesso industrializado da La Ganexa começa em Peruíbe (SP), litoral paulista, há mais de uma década: um pequeno empreendimento familiar nasceu das dificuldades financeiras após assassinato.

Juliana Maena iniciou tudo sozinha para sustentar os quatro filhos; inicialmente, ela fazia pasta caseira usando apenas 10 reais comprados na cidade vizinha. A partir desse esforço inicial — vendido primeiro aos colegas de trabalho —, surgiu o que hoje se tornou uma grande indústria nacional com foco no mercado saudável e expansivo.

O início artesanal até a fábrica moderna

Os primeiros lotes da marca eram vendidos localmente em quantidades mínimas, cerca de 100 gramas por vez, pois era esse valor disponível nas lojas de especiarias do bairro onde Juliana morava. Aos poucos, essa produção manual cresceu exponencialmente: um negócio iniciado numa cozinha doméstica passou a produzir mais de dez toneladas diárias pela planta industrializada na mesma cidade.

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A La Ganexa não só consolidou sua presença nos cinco estados brasileiros, mas também ultrapassou os cinquenta mil pontos de venda no país e expandiu suas exportações para o quinto mercado internacional.

Estratégias que impulsionaram crescimento até 2024

Allan Gomes de Souza, diretor administrativo da empresa — filho de Juliana Maena —, explica que houve uma mudança estratégica crucial em relação ao foco inicial apenas nas pastas prontas. A família percebeu que simplesmente lançar novos sabores dentro do mesmo produto principal (a pasta) gerava pouco aumento na receita porque o consumidor tendia a trocar um item por outro.

A solução foi diversificar entrando nos diferentes momentos de consumo diário das pessoas.

O primeiro passo dessa expansão multimarcas veio com alfajores recheados pela marca; esse formato rápido e portátil vendeu muito bem no varejo moderno. Isso abriu caminho para linhas mais amplas, hoje incluindo panquecas, biscoitos salgados ou doces como doce de leite em colher e brigadeiro cremoso entre outros produtos alimentícios práticos.

Além da variedade, todo lançamento passa pelos critérios inegociáveis definidos na família: o produto deve ser extremamente saboroso sem jamais sacrificar a qualidade nutricional que é essencial ao consumidor atual.

Desafios do mercado saudável nacional

O crescente interesse por alimentação natural atraiu grandes multinacionais gigantescas à categoria alimentar brasileira — um cenário potencialmente ameaçador para uma empresa local. Contudo, Allan Gomes argumenta com base no atendimento especializado onde opera hojeAs empresas maiores investem pesado em marketing de proteína e saúde nos supermercados comuns; porém, ele não montam categorias nem orientam adequadamente quem está começando nesse tipo de dieta.

Segundo análise da La Ganexa, o cliente brasileiro interessado ainda busca orientação nesses pontos especializados: lojas físicas dedicadas a produtos naturais ou suplementos.

É justamente neste nicho que concentra sua operação comercial la ganexa também tem conseguido entrar nas grandes redes varejistas como Mambo (SP), referência na área de nutrição esportiva. Longe de ser uma dificuldade inicial, Allan afirma ter visto mais benefícios com essa expansão para as maiores cadeias comerciais do país em comparação ao esperado no começo das negociações.

Projeções e futuro internacional

Olhando adiante, os planos da La Ganexa apontam um crescimento significativo projetado até 2026: passar por R 60 milhões em receita total, comparando – se aos R 45 milhões faturados apenas em 2025. O aumento deve vir pela combinação estratégica entre maior geração de demanda via marketing; a atração de novos clientes que ainda não compram o produto ou produtos diferentes (como itens para pós – treino); além do desenvolvimento contínuo dos diversos momentos de consumo.

A fábrica atual mantém capacidade diária máxima na produção das dez toneladas somadas.

A presença internacional da marca é forte e inclui Estados Unidos, Bolívia, Argentina, Paraguai e República Dominicana no mercado externo. Para conseguir vender nos EUA foi fundamental obter uma certificação chamada ABICAB — um selo com exigências superiores às regulamentações estabelecidas até mesmo pela Anvisa em relação aos alimentos à base de amendoim.

Após mais de 10 anos desde os primeiros R 10 investidos por Juliana Maena para começar o negócio ela conclui que sucesso não vem apenas do “sorte”, mas sim muito trabalho duro combinado a dedicação contínua.

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