Lavareda aponta tecnologia e vácuo político no aumento das pesquisas eleitorais de 2026

O cenário eleitoral brasileiro em 2026 está marcado por um volume recorde de levantamentos sobre os sentimentos da população quanto aos candidatos que disputarão o Congresso Nacional e governos estaduais.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, já foram registradas 1.028 pesquisas até agora; esse número representa quase seis estudos diários — uma alta expressiva de 86% se comparado ao mesmo período de 2022, quando haviam apenas 552 sondagens cadastradas no TSE na época. A comparação com a data histórica é ainda mais gritante: em 2018, ano vencedor para Jair Bolsonaro (PL), registraram – se somente 301 pesquisamentos eleitorais até o dia 22 de junho.
O aumento das pesquisa e as mudanças metodológicas
Para entender essa multiplicação dos levantamentos, cientistas políticos apontaram dois fatores principais. Antonio Lavareda explica que tanto novas tecnologias quanto um maior número de veículos comunicacionais viabilizaram uma disseminação muito grande desses estudos jornalísticos.
Leia também
“Existe agora aquela efervescência por parte de novos métodos”, detalha lavareda em contato com a Carta Capital. Ele aponta para pesquisas online — mais baratas —, além da utilização crescente de robôs ou entrevistadores telefônicos como alternativas às entrevistas presenciais tradicionais.”
O vácuo político impulsionando o mercado
Além das questões metodológicas, há também forte componente político no aumento do volume investigativo. Neale El – Dash, diretor metodológico da plataforma, atribui esse aquecimento ao período inicial eleitoral. Ele explica que houve uma indefinição sobre qual nome herdaria majoritariamente o apoio bolsonarista nos primeiros meses deste ano em 2026. “Em 2018 era bem claro a disputa entre Bolsonaro e Lula; mas aqui os cenários estavam mais indefinidos”, avalia.
“Isso fez com que tivessem muitas pesquisas para tentar entender quem seriam esses pré – candidatos viáveis,” afirma ainda Ele – Dash. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), inicialmente despontava como favorito nessa corrida por liderança do movimento político.”
O financiamento institucional das sondagens eleitorais
Por outro lado, o sociólogo Marcos Coimbra chama atenção da opinião pública para um aspecto menos visível: é crescente a participação dos bancos no custeio dessas investigações políticas em 2026.
“Os grandes bancos passaram a investir mais nesses produtos porque conseguem se aproveitar dessa informação e atuar politicamente”, alerta Coelhoimbra ao analisar esse fenômeno. Ele sugere que há uma maneira de usar os dados nas eleições capaz de aumentar suspeitas sobre quem busca trabalhar ideias como fragilidade na candidatura do Lula.”
Bancos lideram gastos com pesquisas
A desconfiança ganha peso quando analisamos o dinheiro por trás desses levantamentos, especialmente observando quais instituições financiam as sondagens registradas no TSE. Em 2026— assim como em 2022 —, é o Banco Genial que assume a dianteira dos maiores gastadores nessa área. Desde o início deste ano foram destinados R 7,1 milhões apenas para essas sondagens; valor esse superior ao dobro de quanto foi investido nos mesmos meses de 2022 (R 3 milhões.
“O protagonismo bancário aqui na democracia brasileira deve ser observado com muita cautela”, conclui Coimbra sobre essa particularidade do sistema eleitoral nacional.
Investimentos partidários e críticas metodológicas
Entre os partidos políticos financiadores em 2026, somente a sigla PL aparece entre as principais. O partido destinou R 940 mil para pesquisas registradas no TSE neste ano; esse valor não inclui chamados *trackings*, que são levantamentos internos sem necessidade de comunicação à Justiça Eleitoral. Em comparação direta: nos mesmos períodos de 2022 — quando o objetivo era tentar reeleger Bolsonaro —, houve um gasto significativamente menor por parte do mesmo grupo (R 80 mil.
“Vejo com preocupação essas novas metodologias e também como grande parte da imprensa cobre os resultados”, critica Coimbra, apontando falhas na divulgação dos dados.
A responsabilidade pela análise correta. O especialista reforça que a forma de lidar com as pesquisas está cada vez mais “frouxa”. Ele aponta para uma negligência em análises básicas: ignorar ou não dar o devido peso à margem de erro das sondagens nem fazer comparações adequadas entre levantamentos feitos em períodos diferentes do ciclo eleitoral.”
“Essa preocupação é tão ampla que eu diria que essa culpa da má interpretação e uso desses números, por exemplo, ela recai sobre quem deveria zelar disso. Não são só os bancos”, finaliza Coimbra.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)


