Suicídio e corrupção chocam Operação Compliance Zero! Luiz Phillipe Mourão, peça-chave, comete suicídio sob custódia. Detenções e bloqueio de R$ 22 bilhões! Saiba mais
A Polícia Federal (PF) comunicou nesta quarta-feira (4) o suicídio de Luiz Phillipe Mourão, enquanto ele estava sob custódia na Superintendência Regional de Minas Gerais, como parte da terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master e a corrupção de servidores públicos.
Mourão era um dos alvos da operação e, anteriormente, havia sido preso preventivamente por suspeita de ter participado do acesso indevido a sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol.
Além de Mourão, a PF também detivera Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, e Marilson Roseno da Silva, um ex-policial federal. Zettel é apontado como o operador financeiro responsável por repassar os pagamentos do Master para o grupo, enquanto Roseno teria coordenado a estrutura de monitoramento.
A investigação indica que Mourão atuava como coordenador operacional do esquema.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento dos investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida visa impedir a movimentação de ativos relacionados ao grupo e proteger os valores envolvidos nas investigações.
O caso Master, que envolveu a liquidação extrajudicial de quatro bancos, gerou tensões entre o STF, o TCU e as instituições financeiras.
Após solicitação da PF, o ministro André Mendonça determinou a prisão preventiva de Vorcaro, o dono do Banco Master. Em mensagens interceptadas, houve conversas entre Vorcaro e Mourão sobre agressões. Vorcaro também alegou ter que “moer” uma empregada.
Essas revelações adicionaram complexidade ao caso, que já envolvia suspeitas de fraudes financeiras e a oferta de CDBs com rentabilidade artificialmente alta.
Em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio. A decisão foi motivada por indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez enfrentada pelas instituições.
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o pagamento de garantias aos clientes, com um valor total de R$ 40,6 bilhões.
A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, também investigou a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes de ser solto com tornozeleira eletrônica.
O caso Master se tornou um dos mais graves do sistema financeiro brasileiro, envolvendo tensões entre o STF, o TCU, o Banco Central e a PF.
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