Mato Grosso Busca Plebiscito Contra Pará em Disputa Territorial Decisiva

Disputa Territorial Entre Mato Grosso e Pará: Plebiscito é Defendido
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), intensificou a defesa de um plebiscito como solução para a histórica disputa territorial com o Pará. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, Russi enfatizou que a prioridade deve ser a vontade da população local, e não a posse de terras ou a produção agrícola.
A proposta surge em um contexto de crescente tensão entre os dois estados, com implicações significativas para a economia e a vida dos moradores da região.
A área em conflito, que abrange aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados – uma dimensão comparável ao estado de Sergipe – engloba seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.
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Essa região, conhecida como Salto das Sete Quedas, é rica em recursos naturais e abriga uma importante atividade pecuária, com cerca de 350 mil cabeças de gado, além da Usina Teles Pires, uma das maiores da produção de energia elétrica do país.
Repercussão e Contrapontos
A governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma, manifestou sua oposição a qualquer divisão do território estadual. Em resposta direta às declarações de Russi, a governadora expressou preocupação com a questão da posse da terra, reiterando que o foco deve ser o bem-estar da população local.
O deputado, por sua vez, acusou o governo do Pará de negligenciar a região, apontando para a falta de investimentos em infraestrutura, saúde e serviços básicos para os moradores.
Russi destacou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso tem acompanhado o caso com grande atenção, tendo realizado audiências com o ministro Flávio Dino. A disputa territorial remonta à definição da fronteira em 1922, e o processo judicial atual, iniciado em 2023, reacendeu o debate político e jurídico entre os estados.
Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia dado ganho de causa ao Pará, decidindo unânime sobre a questão.
Próximos Passos e Possibilidade de Acordo
Caso não se alcance um acordo na audiência marcada para 10 de junho, o caso será encaminhado para uma nova análise judicial. A situação permanece tensa, com a possibilidade de um plebiscito sendo a via mais promissora para uma resolução pacífica e que considere os interesses da população afetada pela disputa territorial.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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