Médico revela traços de perversidade em Jairinho no caso Borel

MÉDICO PSICUIATRA TESTEMUNHA NO CASO HENRY BOREL REVELA TRAÇOS DE PERVERSIDADE EM JAIRINHO
Em 27 de outubro de 2026, o médico psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro prestou depoimento como primeira testemunha no caso da morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021. O evento ocorreu no Tribunal do Júri, em São Paulo.
PERFIL PSICOLÓGICO E PREJUÍZO
Segundo o Dr. Bernardon Ribeiro, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, apresenta traços de perversidade e demonstra prazer em provocar sofrimento em crianças pequenas. “Consegui perceber padrão de abuso infantil. Tem padrão de perversidade em infligir dor em crianças”, declarou o profissional.
INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE DO PSICOLOGISTA
O psiquiatra foi contratado pelo pai de Henry Borel, Leniel Borel, para traçar o perfil psicológico dos réus. Ele analisou depoimentos, entrevistas e informações obtidas através de duas mulheres que tiveram relacionamentos com Dr. Jairinho: Natasha de Oliveira Machado e Débora Mello Saraiva.
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- Natasha de Oliveira Machado, amante de Jairinho, relatou que a filha, de pouco mais de 3 anos, foi submetida a torções no braço e orientada a simular lesões em aulas de jiu-jitsu.
- Débora Mello Saraiva relatou que o filho sofreu sessões de afundamento em piscina e foi vítima de pisoteios, além de ter a cabeça encoberta.
DEFESA DE JAIRINHO REAGE AO TESTEMUNHO
O advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, criticou o testemunho, argumentando que o médico não poderia se manifestar sem entrevistas diretas com os réus. “É um absurdo a oitiva de um médico psiquiatra que, por conta das diretrizes éticas médicas, não poderia sequer se manifestar sobre pessoas que não foram entrevistadas”, afirmou Faucz.
OUTRAS TESTEMUNHAS E DESAFIOS PROCESSUAIS
A defesa de Monique Medeiros, esposa de Jairinho, pediu a impugnação do testemunho, alegando que o médico não poderia traçar o perfil psicológico dos réus sem entrevistas. A juíza Elizabeth Machado Louro negou o pedido. Maria Cristina de Souza Azevedo, médica do Hospital Barra D’Or, e os legistas Luiz Airton Saavedra e Luiz Carlos Leal Prestes também foram designados para depor.
INVESTIGAÇÃO POLICIAL E DESCOBERTAS
A investigação policial revelou que a versão inicial dos réus, de que Henry Borel havia morrido ao cair de uma cama, fazia parte de uma “farsa ensaiada”. Mensagens recuperadas do celular da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, confirmaram o conhecimento da mãe sobre as agressões.
JÚRI E ACUSAÇÃO
Jairinho é acusado de homicídio qualificado, três torturas praticadas contra criança, fraude processual e coação no curso do processo. Monique responde por sete crimes, entre eles homicídio, coação no curso do processo, tortura e fraude processual.
Ao todo, foram arroladas 27 testemunhas de acusação e de defesa. A decisão do júri será tomada por sete jurados.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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