Milei anuncia desaceleração na inflação argentina para 1,9% em junho

Milei anuncia desaceleração na inflação argentina para 1,9% em junho, impulsionando medidas de austeridade fiscal e impactando setores como recreação e turismo.

14/07/2026 18:04

2 min

Javier Milei, presidente da Argentina, durante discurso em Beverly Hills, em 6 de maio
Javier Milei, presidente da Argentina, durante discurso em Bever...

A inflação na Argentina desacelerou novamente nos índices mensais: o valor registrado para junho foi de 1,9%. O dado veio nesta terça – feira, dia 14, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), mostrando uma queda após a marcação de 2,1% ocorrida ainda em maio.

Com essa redução mensal, os números acumulados do índice de preços ao consumidor (IPC) mostram que houve um aumento total de 33,5% no período dos últimos 12 meses. Além disso, até agora há quanto tempo acumula alta de 16,8%, segundo dados referentes aos primeiros seis meses de 2026.

Desaceleração abaixo das expectativas

O resultado divulgado pelo Indec ficou aquém da previsão feita por analistas financeiros locais. A Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM), publicada em 6 de julho e realizada pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), apontava para uma taxa inflacionária mensal esperada próxima a 2,0% neste mês específico.

Leia também

A nova desaceleração representa o terceiro período consecutivo no qual os índices mostram redução do aumento dos preços sob gestão governamental desde que Javier Milei assumiu a Casa Rosada, ao final de 2023. Desde então, foi implementada uma política focada na austeridade fiscal com objetivo claro: reduzir gastos públicos visando conter as pressões sobre os custos gerais.

Impactos setoriais e histórico da alta

Analisar quais setores puxaram mais para cima mostra grandes variações nos grupos econômicos. A recreação e cultura foram líderes nesse processo inflacionário em termos percentuais; o setor avançou 4,2%, impulsionado principalmente pelo aumento dos pacotes turísticos.

Em seguida apareceram habitação, água, eletricidade, gás junto a outros combustíveis, que registraram uma elevação de 3,3%. Por outro lado, houve menor pressão nesses segmentos: comunicações tiveram variação de apenas 0,9% no período analisado.

Contexto político da queda

A trajetória recente do combate à alta chegou com reviravoltas. Após atingir um índice mensal de 1,5% em maio de 2025, o aumento inflacionário voltou – se para cima nos meses subsequentes.

Essa aceleração interrompeu momentaneamente os resultados positivos observados pelo governo ao longo dos anos anteriores e dificultou a manutenção das quedas registradas durante todo o ano de 2024. O resultado divulgado por junho também ocorreu num momento marcado pela tensão política que cerca Milei.

O presidente enfrentado críticas relacionadas à condução do escândalo envolvendo Manuel Adorni, seu ex – chefe de gabinete; ele é investigado justamente pelas compras consideradas incompatíveis com sua remuneração mensal em relação aos imóveis e viagens luxuosas.

Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!