Negroni Love apresenta novo álbum com influências retrô nos shows

A dupla Negroni Love revisita elementos marcantes dos anos 70, 80 e 90 em seu álbum “Negroni Love“, um terceiro disco estúdio lançado às plataformas digitais no dia 22 de maio.
O repertório mostra uma mistura eclética: há faixas mais diretas na proposta do grupo, como “Da Sola” e “Tacchini”, mas também experimentos sonoros notáveis. Entre eles estão músicas com influência trance, como outra faixa – título; releituras eletrônicas clássicas — a exemplo da obra Bach —, além das harmonias barrocas trabalhadas por outras canções
A Influência Post – Punk nos Novos Sons
Antes se consolidarem artisticamente sob o nome Negroni Love, os membros passaram por um longo processo formativo que começou em 2011.
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O encontro inicial ocorreu na Sicília, quando ambos ainda estavam ligados à cena post – punk localmente. Andrea tocava violão de estilo clássico e Roberto praticava bateria nesse período. Os dois acabaram mudando para Londres com foco no aperfeiçoamento técnico do som; nessa fase preparatória, testaram diversos formatos musicais distintos, incluindo eletrônica caseira
Detalhes sobre a Turnê Americana até Coachella
A repercussão viral dos vídeos da dupla coincidiu justamente com o início da primeira turnê americana deles neste ano — um roteiro que contou com 18 datas.
O ciclo culminou em uma apresentação inédita realizada durante o festival Coachella. Nos bastidores desse evento grandioso, os artistas encontraram regras de palco proibindo bebidas e cigarros para quem se apresentasse lá. No entanto, eles não seguiram essa regra à risca: levaram sua própria garrafa ao show, fumaram no próprio palanque e mantiveram a tradição peculiar de servir drinques diretamente na plateia após cada performance; tudo isso sem qualquer intervenção ou controle da produção local
Colecionismo como Reflexo Cultural
Fora dos holofotes do espetáculo musical, Negroni Love mantém o hábito por coleccionar objetos em diferentes países.
Andrea tem um apreço especial pelo sintetizador usado. Recentemente ele adquiriu um Jupiter 6 modelo de 1983 vindo até para ser comprado junto com peças usadas vindas da Sardenha. Roberto viaja pelos diversos territórios europeus buscando itens fabricados pela marca italiana Sergio Tacchini e Andrea leva ternos vintage produzidos na Cerruti nos anos 1980; esses trajes são levados a uma costureira confiável localmente
Estética Italiana no Exterior
Os artistas relacionam esse gosto por roupas antigas ou objetos fora do tempo à forma como enxergam sua própria identidade italiana quando estão vivendo em outros países.
“Essa visão é marcada tanto por aspectos negativos quanto positivos”, explica, segundo declarações de Andrea. Ele destaca que os pontos mais valorizados envolvem o prazer e muita atenção aos detalhes cotidianos. Esse cuidado com pormenores também se manifesta na escolha da bebida servida nos palcos; ela não costuma ser spritz nem americano — preferem Campari soda ou Campari on the rocks —, evitando especificamente negroni porque ele comprometeria seu desempenho durante a apresentação.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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