Northstar Apresenta Robôs Humanóides Desenvolvidos na Europa

Northstar: Robô projetado sob experiência global. A trajetória profissional de Rémi Cadene foi fundamental para o desenvolvimento desta tecnologia. Antes mesmo dos trabalhos em Tesla ou SpaceX, ele atuou no sistema Autopilot; posteriormente assumiu a área de IA aberta Hugging Face, onde criou LeRobot— uma biblioteca essencial na infraestrutura mundial da robótica.
Essa expertise técnica é compartilhada por um time cofundador apelidado pela imprensa como “supergrupo europeu”. O grupo conta com Pierre Sermanet, pesquisadora que dedicou duas décadas ao aprendizado profundo e estudou tanto na Universidade de Nova York quanto nos EUA.
O desenvolvimento da robótica humanóide está voltando o foco para a Europa e promete mudar processos industriais no continente.
Também fazem parte do quadro Simon Alibert (cocriador original do LeRobot) e Robert Knight, especialista há mais de 2anos em design humanóide.
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Como funciona o sistema inteligente. A UMA formalizou a existência da empresa — cujo nome significa Assistente Mecânico Universal— no dia 1º de dezembro de 20A startup já conta com apoio significativo de investidores como Greycroft e nomes influentes dentro da IA global, incluindo Yann LeCun, um dos criadores das redes neurais modernas.
Em demonstração realizada na sede parisiense, Cadene apresentou protótipos iniciais do Northstar em ação para mostrar sua estabilidade física ao empurrá – lo por uma barra auxiliar. O objetivo é que o robô seja leve (cerca de 40 quilos) e opere lado a lado sem riscos aos trabalhadores humanos; inicialmente terá rodas antes mesmo de desenvolver pernas totalmente funcionais.
A UMA pretende entregar até este ano ainda uma prova de conceito completa. A grande diferença tecnológica reside no sistema de IA: ele não depende apenas da programação específica feita previamente pela equipe humana.
Mercado global versus foco europeu. Essa iniciativa se insere em um setor altamente aquecido, onde Vale do Silício tem investido pesado junto com gigantes chineses como Unitree — que vende seu modelo G por cerca de US 16 mil— e a própria Tesla americana na escala industrial. O potencial é enorme; o segmento deve saltar para US 15,26 bilhões até 2030 (segundo Marketsand Markets), partindo dos atuais US 2,9bilhões registrados no ano anterior.
As projeções financeiras são ainda mais ambiciosas: Goldman Sachs estima alcançar os EUA 38 bilhões em termos de mercado já até 2035, enquanto Morgan Stanley projeta um valor colossal de uns cinco trilhões dólares somente até 2050. Segundo Cadene e a Bloomberg, essa tese é contraintuitiva.
Enquanto o Vale do Silício foca na tecnologia pura ou Ásia domina pela produção imediata, ele argumenta que Europa oferece as melhores condições para erguer uma empresa humanóide desse porte devido à sua rede industrial histórica qualificada.
A expectativa da UMA não se limita apenas ao laboratório; eles afirmam estar conversando com cerca de 50 potenciais clientes já neste momento visando identificar aplicações industriais específicas no continente europeu.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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