ONU Denuncia Restrições Migratórias dos EUA na Copa do Mundo de 2026

ONU denuncia restrições migratórias dos EUA na Copa de 2026: árbitros e seleções enfrentam obstáculos

12/06/2026 15:07

2 min

ONU Denuncia Restrições Migratórias dos EUA na Copa do Mundo de 2026
(Imagem de reprodução da internet).

ONU Alerta para Críticas à Política Migratória dos EUA na Copa do Mundo de 2026

O Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, emitiu um alerta sobre a aplicação da política migratória dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de futebol de 2026. A preocupação surge em meio a casos de participação de oficiais da competição sendo impedidos de entrar no país, como foi o caso do árbitro Artan.

A situação levanta questões sobre o impacto dessas medidas nos direitos humanos e na dignidade das pessoas.

O incidente envolvendo Artan, um árbitro somali eleito melhor do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025 e que deveria ser o primeiro da Somália a atuar em um mundial da FIFA, ilustra a complexidade da situação. Apesar de possuir um visto válido, sua entrada foi negada pela polícia de fronteira dos EUA, citando questões relacionadas a seus antecedentes.

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A Fifa, por sua vez, ressaltou que não tem capacidade de interferir nas decisões de imigração dos países anfitriões, que são de competência exclusiva dos Estados Unidos, ao lado do México e do Canadá.

Outro caso que ganhou destaque foi o da seleção iraniana, que também enfrentou dificuldades para obter vistos para participar da Copa do Mundo. Devido ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, a equipe precisou mudar sua base de treinamento, inicialmente prevista para Tucson (Arizona), para Tijuana, no México, apesar de disputar a fase de grupos nos Estados Unidos.

A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) acusou os Estados Unidos de impedir que torcedores assistissem às partidas, o que gerou críticas e questionamentos sobre o regulamento da FIFA, que garante uma cota de ingressos para as federações dos países em jogo.

Além dos casos envolvendo a seleção iraniana e somali, a delegação senegalesa também passou por revistas rigorosas na chegada aos Estados Unidos, com buscas na pista do avião e inspeções detalhadas. A situação gerou críticas sobre o tratamento diferenciado dado aos atletas de outros países, levantando questões sobre discriminação e respeito aos direitos humanos.

A situação demonstra a tensão entre as políticas de segurança dos Estados Unidos e os princípios de inclusão e acesso à competição.

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