Polícia Federal prende ex – políticos no Rio em operação inédita

A Polícia Federal realizou nesta manhã desta terça – feira 7 uma nova fase da operação que apura suspeitas de lavar grandes quantias de dinheiro por meio de postos de combustíveis em toda a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Segundo dados apresentados pela corporação federal, os investigados teriam movimentado cerca de R 7,6 bilhões nos últimos seis anos com o uso dessa rede empresarial para ocultar valores ilícitos na capital fluminense e outros municípios vizinhos.
Alvos são ex – políticos e agentes públicos
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos não apenas no estado do Rio de Janeiro (RJ), mas também nas cidades lindeiras como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. Entre as pessoas sob investigação estão figuras proeminentes da política carioca.
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Entre os alvos citados está Márcio Canella, pré – candidato ao Senado pelo União Brasil e que já foi prefeito em Belford Roxo; o delegado Marcus Amim, antigo secretário de Polícia Civil do Estado; além do ex – policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido pela alcunha Jura, apontado antes por envolvimento com milícia na Baixada Fluminense.
Escopo das investigações criminais
A operação integra a Força – Tarefa Missão Redentor II. As ações são determinadas após decisão judicial decorrente da ADPF 635 no Supremo Tribunal Federal (STF), um julgamento cujo objetivo é investigar possíveis laços entre agentes públicos e grupos organizados que atuam em Rio de Janeiro.
Os investigadores apuram o uso dessas empresas do setor de combustíveis para disfarçar recursos obtidos ilegalmente, contando inclusive com participação direta ou indireta de funcionários públicos envolvidos na cadeia produtiva dos crimes.
Investigação sobre crime organizado
O foco das investigações se expandiu desde a Operação Unha e Carne. Iniciada ainda em dezembro de 2025 por conta da suspeita vazamento informações sigilosas relativas às ações policiais contra o Comando Vermelho, as autoridades passaram a investigar uma suposta rede que protege institucionalmente grupos criminosos.
A apuração envolve empresários do setor privado junto aos integrantes tanto do sistema judicial quanto agentes governamentais no estado carioca. As fases anteriores já apontaram nomes como Rodrigo Bacellar (ex – presidente da Assembleia Legislativa), Macário Ramos Júdice Neto (desembargador federal) e Thiago Rangel (deputado estadual.
Medidas judiciais aplicadas
Além das buscas físicas nos locais dos investigados na capital fluminense e em municípios vizinhos, o Judiciário autorizou medidas mais severas contra os envolvidos.
Consequências legais para suspeitos de lavagem
A Justiça determinou ainda a suspensão imediata do funcionamento econômico dessas empresas ligadas aos alvos. Os indivíduos podem responder por crimes graves como organização criminosa, lavar dinheiro ilegalmente ou contratação direta irregular.
As autoridades também detalharam que as etapas anteriores da operação já haviam mergulhado esquemas complexos; inclusive um suposto esquema ligado ao jogo do bicho com possíveis repasses financeiros direcionados a agentes políticos no estado carioca.**
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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