Presenteísmo: A Ameaça Silenciosa que Destrói a Produtividade e a Saúde das Empresas

Presenteísmo: A ameaça silenciosa que destrói a produtividade! 🤯 Gestores, preparem-se: a presença física não garante o sucesso. Fatima Macedo alerta: é mais

01/06/2026 17:10

3 min

Presenteísmo: A Ameaça Silenciosa que Destrói a Produtividade e a Saúde das Empresas
(Imagem de reprodução da internet).

Presenteísmo: O Desafio Silencioso que Ameaça a Produtividade Empresarial

A gestão de pessoas enfrenta um novo desafio, que vai além da simples ausência no trabalho. O presenteísmo, caracterizado pela presença física do colaborador mesmo estando doente, emerge como um problema significativo para as organizações. Essa prática, muitas vezes negligenciada, acarreta custos elevados e pode ser mais prejudicial do que o absenteísmo tradicional.

A Importância da Prevenção Legal

“O presenteísmo é muito mais nocivo para uma empresa do que o absenteísmo”, alerta Fatima Macedo, psicóloga e CEO da Mental Clean, consultoria de saúde mental no trabalho com atuação global. Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que exige o mapeamento e a prevenção de riscos, o presenteísmo deixou de ser apenas uma questão de bem-estar e se tornou uma obrigação legal de governança e sustentabilidade.

Essa nova regulamentação impõe às empresas a responsabilidade de agir de forma preventiva contra os gatilhos de adoecimento emocional, como a sobrecarga de trabalho e prazos irrealistas.

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Sinais Sutis e o Papel do Líder

De acordo com Fatima, treinar as lideranças é crucial, pois muitos gestores só percebem o problema quando o colaborador atinge o nível máximo de esgotamento – o Burnout. “Existe uma régua que vai do branco ao vermelho. O Burnout está no vermelho, mas o presenteísmo se esconde no meio do caminho, em um laranja mais forte”, explica a especialista.

Os sinais sutis de que um funcionário está em presenteísmo incluem a falta de conexão com o líder, quedas na qualidade do trabalho e atrasos em prazos, além de mudanças comportamentais como expressões de dor física, distração constante ou irritabilidade.

Muitos funcionários escondem o adoecimento por medo de demissão ou devido à cultura de alta pressão.

Como o Líder Deve Agir

Ao identificar esses sinais em conversas individuais, o líder deve adotar uma abordagem cuidadosa e afetiva. “A primeira atitude é sinalizar que percebeu que a pessoa não está bem, demonstrando que a enxerga como ser humano”, orienta a CEO da Mental Clean.

Caso o colaborador confirme o mal-estar, deve ser direcionado aos canais de suporte da empresa. Se houver negação, o líder pode buscar orientação da área de saúde ocupacional para validar a preocupação. A empresa deve monitorar indicadores como atestados médicos, produtividade, clima organizacional e taxas de turnover, além de relatos em canais de denúncia.

O Conceito de Sofrimento Difuso

Fatima destaca o conceito de “sofrimento difuso”: queixas vagas sobre dores no corpo, dores de cabeça constantes ou ansiedade que chegam ao RH. Identificar e acolher esse sofrimento é a base para reverter o presenteísmo e proteger tanto as pessoas quanto a saúde financeira do negócio.

A prevenção, nesse caso, é a chave para garantir um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

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