Rubio lança plano de Trump para Cuba: Críticas à gestão militar e futuro incerto

Rubio lança plano de Trump para Cuba! Crise humanitária e militar na mira do secretário de Estado. Saiba mais.

09/06/2026 18:52

4 min

Rubio lança plano de Trump para Cuba: Críticas à gestão militar e futuro incerto
(Imagem de reprodução da internet).

Rubio Apresenta Plano de Trump para Relação com Cuba

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, lançou nesta quarta-feira, 20, uma proposta do presidente Donald Trump para uma nova abordagem nas relações com Cuba, focada em mudanças econômicas e em desafiar o controle das forças militares da ilha.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Rubio direcionou sua mensagem diretamente aos “cubanos comuns”, conectando a atual crise econômica e humanitária do país à gestão do conglomerado militar Gaesa, liderado pelo ex-presidente Raúl Castro.

Críticas à Gestão Militar

A declaração ocorreu em um momento significativo, coincidente com o aniversário da posse do primeiro presidente eleito democraticamente em Cuba, em 1902, uma data que o governo cubano não reconhece oficialmente. Rubio, com raízes cubanas, enfatizou as “dificuldades inimagináveis” enfrentadas pela população, atribuindo a falta de eletricidade, combustível e alimentos à atuação das autoridades cubanas.

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Segundo ele, recursos do país haviam sido desviados, enquanto a população sofria com restrições econômicas.

Fim do Fornecimento de Petróleo

Rubio também mencionou o fim do fornecimento subsidiado de petróleo da Venezuela para Cuba, após a captura de Nicolás Maduro por Washington em janeiro. Ele acusou integrantes da elite militar cubana de adquirir combustível para uso próprio, enquanto exigiam “sacrifícios” da população.

Durante a mensagem, o secretário de Estado destacou países como Jamaica, República Dominicana e Bahamas, defendendo um modelo econômico com maior abertura para empreendedores privados em Cuba.

“O presidente Trump oferece uma nova via (de relações) entre os EUA e uma nova Cuba. Uma nova Cuba onde vocês, os cubanos comuns, e não apenas o Gaesa, possam ser donos de um posto de gasolina, de uma loja de roupas ou de um restaurante”, declarou Rubio.

Reação do Governo Cubano

A fala de Rubio gerou uma reação imediata do governo cubano. O chanceler Bruno Rodríguez classificou o secretário de Estado como “porta-voz de interesses corruptos e revanchistas” e acusou Washington de ampliar os danos econômicos ao povo cubano.

Segundo Rodríguez, Rubio repetia “um roteiro mentiroso” ao responsabilizar Havana pela crise na ilha.

Críticas à Representatividade

O ministro afirmou ainda que Rubio representava setores políticos ligados ao sul da Flórida e não a maioria dos cubanos residentes nos Estados Unidos. A declaração intensificou as tensões entre EUA e Havana, marcando um período de crescente pressão dos Estados Unidos sobre Cuba.

Novas Sanções e Investigações

O governo Trump anunciou novas sanções contra autoridades cubanas e contra o conglomerado Gaesa, além de ameaças de ampliar medidas econômicas contra a ilha. Há também expectativa de que o Departamento de Justiça dos EUA formalize acusações contra o ex-presidente Raúl Castro, de 94 anos, em investigação relacionada à derrubada de aviões da organização Irmãos ao Resgate, em 1996.

Celebração do Exílio Cubano

O anúncio pode ocorrer durante as celebrações do exílio cubano em Miami pelo 20 de maio, data tratada por grupos opositores como o Dia da Independência de Cuba. O governo cubano mantém posição contrária à celebração.

Bruno Rodríguez classificou a data como “nefasta” e afirmou que ela marcou o início de um período “neocolonial” de dependência dos Estados Unidos. O chanceler cubano afirmou que “a independência e a soberania” representam o presente e o futuro da ilha, em referência à Emenda Platt, dispositivo que autorizava interferência dos EUA em assuntos internos cubanos no início do século 20.

Díaz-Canel também criticou a data nas redes sociais. Segundo ele, o 20 de maio representa “intervenção, ingerência, espoliação e frustração” na história de Cuba. Díaz-Canel declarou ainda que setores favoráveis ao retorno de uma “república tutelada” pelos Estados Unidos permanecem ativos, mas afirmou que o sentimento anti-imperialista segue predominante entre os cubanos.

*Com informações da Agência EFE.*

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