Senadora Defende Anulação Resolução Conanda sobre Aborto Legal

Senadora ataca resolução do Conanda sobre aborto legal! Projeto de decreto legislativo busca anular decisão que gerou polêmica

11/06/2026 13:34

2 min

Senadora Defende Anulação Resolução Conanda sobre Aborto Legal
(Imagem de reprodução da internet).

Projeto de Decreto Legislativo Anula Resolução do Conanda sobre Aborto Legal

A Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal aprovou na terça-feira, 2, um projeto de decreto legislativo que visa anular uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) relacionada ao aborto legal. A medida ainda precisa ser votada no plenário do Senado, com a possibilidade de ocorrer nesta mesma terça-feira.

A Câmara dos Deputados já havia dado seu parecer favorável à matéria.

A resolução do Conanda, que estava sob análise, buscava garantir proteção integral e agilidade no atendimento a crianças e adolescentes que fossem vítimas de violência sexual. A proposta gerou forte reação do Ministério dos Direitos Humanos, que em novembro de 2025 classificou a suspensão da norma como um retrocesso grave na proteção à infância no Brasil.

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A pasta alertou para a dificuldade de acesso a direitos fundamentais e para o enfraquecimento do atendimento especializado previsto em legislação existente.

Reação do Ministério e Argumentos Legais

O Ministério dos Direitos Humanos argumentou que a medida contrariava o princípio da prioridade absoluta em relação à infância e adolescência, além de comprometer a atuação intersetorial necessária para combater as violências que afetam esses grupos.

A resolução do Conanda previa, por exemplo, que a criança ou adolescente teria direito à representação e acompanhamento contínuo por um defensor público, inclusive como curador especial, em casos de conflito entre a vontade da menor e a dos responsáveis legais.

Posicionamento da Senadora Relatora

A senadora republicana (DF), relatora do projeto de decreto legislativo, argumentou que o Conanda havia extrapolado suas atribuições. Segundo ela, a resolução abordava temas de grande complexidade constitucional, ética, médica, familiar e jurídica, introduzindo inovações normativas sem a devida base legislativa.

A senadora, ex-ministra durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), ressaltou que o aborto é legalizado no Brasil em casos específicos: gravidez resultante de estupro, risco à vida da mulher ou gestação com feto anencéfalo.

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