Startup catarinense Minha Quitandinha projeta faturamento de R170 milhões em 2026

A Minha Quitandinha é uma startup catarinense especializada em minimercados autônomos sem atendentes; ela nasceu oficialmente nos anos iniciais da pandemia.
Em 2025, a rede já somou faturamento na casa dos R100 milhões— representando alta expressiva de 186% sobre os resultados alcançados no ano anterior (2024). A companhia projeta continuar essa trajetória acelerada até chegar aos R 170 milhões somente em 2026.
Expansão e novos mercados
A meta ambiciosa é que mais três centenas de lojas sejam abertas ainda neste ano para levar o número total das unidades à marca de um milhão.
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Para reduzir sua dependência exclusiva do ambiente condominial, a empresa está focando ativamente na expansão fora desses locais tradicionais. Atualmente, metade dos contratos recém – firmados provêm diretamente de empresas privadas, universidades ou hospitais.
Testes além da cidade. Além disso, estão sendo testadas operações em cidades menores e também há avanços significativos nos planos internacionais. A rede já opera no Dubai e prepara uma primeira unidade comercial nos Estados Unidos.
A origem como solução para condomínios
O conceito surgiu quando os fundadores Douglas Penas e Guilherme Mauri atuavam com serviços voltados a empreendimentos residenciais durante o início do período pandêmico. Inicialmente, buscava – se criar soluções que ajudassem síndicos na redução dos custos condominiais gerais de manutenção das áreas comuns.
“Nós precisávamos explicar ao cliente algo inédito: funcionar numa loja sem funcionário”, explica cofundador Douglas Pena sobre um produto desconhecido no mercado brasileiro da época.
Do teste local à franquia nacional
A empresa começou testando pequenos modelos em Balneário Camboriú e divulgou a operação porta por porta até entender o potencial do formato autônomo. O modelo chamou atenção justamente porque permitia que os moradores entrassem, pegassem produtos desejados e efetuaram pagamentos sozinhos na hora de consumir.
O grande salto veio com dois fatores principais: primeiro, quando mais concorrentes entraram para disputar esse nicho; segundo, pela decisão estratégica de franqueamento adotada no ano de 2021. Essa abertura foi impulsionada pelo desejo tanto dos próprios moradores quanto de investidores locais operarem unidades em seus bairros ou condomínios vizinhos.
Estrutura do negócio autônomo
Hoje, cerca de quarenta por cento da base operacional é formada pelos multifranqueados. São empreendedores que administram e gerenciam múltiplas lojas sob a bandeira Minha Quitandinha. O investimento inicial mínimo sugerido começa na faixa de R 60 mil para abrir uma nova unidade comercial completa.
A companhia oferece suporte completo ao franqueado: fornece tecnologia própria avançada, padronização visual rigorosa (com gôndolas de madeira), além dos acordos comerciais com fornecedores parceiros como geladeiras ou ar – condicionado.
Tecnologia no centro das operações
Embora o nome “Minha Quitandinha” tenha ajudado muito no reconhecimento da marca em um mercado que muitas vezes usava nomes estrangeiros e designs similares, foi a plataforma tecnológica desenvolvida internamente desde 2023 que se consolidou hoje como principal diferencial competitivo.
Segundo os fundadores Mauri e Pena,
“No nosso negócio, tecnologia é setenta por cento de toda operação”, afirma Guilherme Mauri (Nota do jornalista: O bloco acima deve ser reescrito sem tags blockquote)
Aplicações além dos condomínios
Essa capacidade técnica permite à rede ir muito além das paredes condominiais tradicionais. Como o sistema monitora estoque, consumo total da loja e a própria circulação em tempo real, cada unidade pode ter seu perfil adaptado ao ambiente onde está instalada.
“Uma lojinha dentro de uma academia tem um propósito diferente daquilo que ocorre numa empresa ou num prédio residencial”, explica Douglas Pena sobre essa flexibilidade operacional. Isso mostra como “o modelo funciona sempre que há fluxo recorrente de pessoas; conveniência não é mais algo exclusivo do síndico”.
Aposta no comércio local
Em paralelo à expansão urbana nos grandes centros comerciais (hotéis, universidades), o grupo também testou minimercados autônomos em cidades menores e médias.
Embora a operação esteja ainda na fase inicial com poucas unidades ativas nesse formato,
a lógica por trás dessa nova frente aponta para aproveitar um sistema automatizado — loja sem atendente ou monitoramento remoto —, mas adaptado especificamente às regiões onde as opções de lojas 24 horas são limitadas.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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