Tamás Sulyok é destituído presidência na Hungria

Tamás Sulyok deixa cargo na Hungria após votações que enfraqueceram controle conservador há dezesseis anos.

13/07/2026 15:55

3 min

Tamás Sulyok, presidente da Hungria destituído do cargo, ao lado de Agnes Forsthoffer, presidente da Assembleia Nacional da Hungria, em 9 de maio
Tamás Sulyok, presidente da Hungria destituído do cargo, ao lado...

O presidente da Hungria foi destituído do cargo nesta segunda – feira, 13. Tamás Sulyok perdeu o mandato em uma votação realizada no Congresso Nacional após ser alvo de manobras políticas que visavam desmantelar influências ligadas ao ex – primeiro – ministro conservador Viktor Orbán.

Magyar e seus aliados utilizaram um processo constitucional para remover figuras consideradas próximas a Orbán — líder político cujo governo manteve controle por dezesseis anos —, especialmente depois que ele se afastou das eleições realizadas em maio passado.

A necessidade da reforma democrática

O atual primeiro – ministro, Peter Magyar, justificou publicamente os passos dados perante o parlamento. Segundo suas declarações antes do voto na alteração constitucional, foi imperativo agir porque houve tentativas de reduzir drasticamente poderes vitais como o Judiciário; ações estas classificadas pelo próprio premiê como antidemocráticas ao longo dos 16 anos no poder.

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“Seria uma traição à nação húngara se não tocássemos nesta Constituição”, afirmou ele durante a votação que permitiu as mudanças estruturais.

Consolidação do novo governo

O Partido fidesz, partido político ligado historicamente a Orbán, teria organizado todo o sistema de modo que apenas “a vontade de um homem” ditasse os trabalhos legislativos. Em contrapartida, foi possível ao Partido ⁠Tisza conquistar uma vitória clara com dois terços dos votos para desmantelar essa estrutura política.

Após este evento — marcado pelo fim da gestão autoritária sob Viktor Orbán —, Peter Magyar iniciou manobras intensas visando consolidar seu próprio poder e eliminar qualquer influência remanescente ou futura por parte de ex – líderes como Orbán.

O destino do presidente Tamás Sulyok

Um dos primeiros alvos desse processo foi o então presidente, Tamás Sulyok. Ele era visto pelos líderes magyares não apenas como um aliado político próximo a Orbán, mas também considerado publicamente “um boneco” em função dessa proximidade.

A alteração constitucional aprovada pelo Congresso encerrou imediatamente e sem questionamentos o mandato presidencial de Sulyok sob alegação de uma “grave perda de confiança” por parte da sociedade húngara.

O prazo para nova eleição

Com este movimento forçado no poder executivo, os próximos passos políticos ficaram definidos. A Constituição estabelece que será necessário realizar eleições presidenciais novamente até a entrada vigorosa de um novo texto ou dentro do período máximo estipulado em cinco anos.

Magyar foi categórico ao alertar sobre as consequências caso haja resistência: se Tamás Sulyok não assinasse o teor desta alteração constitucional nos prazos máximos de cinco dias concedidos pelo parlamento, serão iniciados imediatamente processos formais de impeachment contra seu mandato presidencial. Peter Magyar é identificado como premiê da Hungria na data das eleições realizadas por Ferenc IszaAFP no mês de abril.>

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