Trump Ameaça Destruir Pontes e Centrais Elétricas no Irã

Trump intensifica retórica com novas ameaças à infraestrutura iraniana, acentuando risco geopolítico global.

22/07/2026 14:04

4 min

SAUL LOEB / AFP
SAUL LOEB / AFP

O presidente americano Donald Trump lançou um alerta severo nesta quarta – dia (22) sobre o Estreito de Ormuz, ameaçando destruir pontes e centrais elétricas no Irã em resposta ao qualquer ataque contra embarcações na região.

A retórica do ex – presidente enfatiza que a guerra não terminou; ele afirmou publicamente nos Estados Unidos estar pronto para bombardear infraestruturas iranianas se houver uso de mísseis ou drones por parte da República Islâmica. O aumento das hostilidades gera grande preocupação global quanto à segurança do fornecimento de petróleo e gás natural devido tanto aos bloqueios impostos pelo Irã passando pela passagem vital até os portos sauditas aliados dos rebeldes do Iêmen, grupo conhecido como Houthis.

Escalada militar no Golfo Pérsico

As tensões atingiram um novo pico nesta quarta – feira (22), com a notícia que uma agência iraniana reportou o impacto de um míssil americano na ilha Larak, localizada dentro do estreito – sem balanço oficial sobre danos ainda divulgado. Em paralelo às ameaças militares diretas vêm as movimentações diplomáticas complexas entre Washington e Teerã em meio ao conflituoso cenário regional.

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No entanto, o porta – voz iraniano Esmaeil Baqaei contrapôs essa visão afirmando à imprensa que há continuidade nos intercâmbios de natureza diplomática através dos mediadores internacionais até mesmo quando se trata do diálogo direto entre Washington e Teerã.

Pressões políticas internas versus ameaças externas

A guerra está avançando por quase cinco meses tempo corridos na região, colocando Donald Trump sob intensa pressão política para encerrar um conflito considerado impopular dentro da própria América americana.

Críticos apontam constantemente os custos altíssimos dessa disputa militar; Pete Hegseth, chefe do Pentágono, chegou a divulgar o custo já disparado em 37 bilhões dólares (R189 bi), além de defender perante Congresso Nacional mais recursos no valor estimado de outros 67 bilhões () . Apesar desse cenário e das pressões domésticas que se intensificam com as eleições americanas marcadas apenas alguns dias depois, Trump resiste à cobrança. Ele reiterou na terça – feira passada seu posicionamento firme: “o conflito não terminou em absoluto”.

Ações militares contínuas ameaçam comércio global

O exército americano manteve uma ofensiva quase noturna por décima primeira noite consecutivamente, visando alvos militares da República Islâmica para enfraquecer sua capacidade operacional sobre o tráfego comercial no Estreito de Ormuz.

As preocupações aumentaram após Trump sugerir que um próximo alvo dos EUA poderia ser complexo subterrâneo situado em Kuhe Kolang – e Gaz La e perto do local chamado Natanz. Agências ocidentais suspeitam desse ponto estarem construindo instalação não declarada destinada ao enriquecimento de urânio.

Por outro lado, a resposta iraniana veio forte: O comando militar (Khatam al Anbiya) alertou imediatamente qualquer ataque como uma “expansão da guerra”, enquanto o porta – voz das Relações Exteriores acusou Washington apenas usar essa questão para fins pretexto inventado.

Impactos regionais no comércio marítimo

As ameaças militares se desenrolaram em um contexto onde Teerã intensificava ataques contra locais e estados aliados dos EUA nos países do Golfo. No Kuwait houve relatos sobre defesas antiaéreas interceptando drones vindos de Irã, ao passo que a Jordânia confirmou ter derrubado quatro mísseis iranianos juntamente com outros quatro tipos de drones.

O aumento da tensão foi acompanhado por sirenes soarem alerta tanto no Bahrein quanto na cidade vizinha Manama registrar uma explosão.

Os exércitos iraniano declaram terem atacado sistemas americanos nas instalações costeiras como defesa aérea em Kuwate e Bahrain; além disso, o braço militar conhecido como Guarda Revolucionária também relatou ataques contra bases americanas localizadas na Jordânia.

Por sua vez, os Houthis continuaram avançando ameaças ao obstaculizar qualquer tráfego que venha do outro lado da península arábica através do estreito de Bab el Mandeb. Diante desse quadro crescente de instabilidade nos principais pontos marítimos globais — incluindo a área onde passam navios rumo ao Canal de Suez —, houve um impacto imediato no mercado energético.

Como consequência direta dessas tensões geopolíticas reportadas nesta quarta – feira (22), o preço internacional do petróleo subiu consideravelmente: o barril Brent voltou aos valores acima dos 95 dólares (), marca recorde pela primeira vez em quase seis semanas.

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