Trump anuncia queda estimada no preço do petróleo com acerto EUA-Irã

O mercado de petróleo pode encerrar junho com uma queda estimada em cerca de 20% do valor registrado no dia 29 de maio. A volatilidade dos preços é impulsionada pelo otimismo incerto sobre o futuro das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Nesta manhã, os contratos futuros mostravam movimentos divergentes: enquanto o Brent subia ligeiramente para US 74,00 por barril — um aumento de 0,20%, cotado às 8h 30 horário de Brasília —, ele ainda aponta forte recuo mensalmente. Já a referência americana West Texas Intermediate (WTI) cedia -0,04%, atingindoUS 70,72, com projeção similar no mês seguinte.
Doha em foco e contradições sobre negociações
A confusão geopolítica envolvendo uma possível reunião hoje na cidade de Doha, Catar, resume o cenário contraditório entre os países envolvidos há semanas. O presidente Donald Trump afirmou que um encontro ocorreria após troca de ataques do fim de semana por parte iraniana; ele divulgou essa informação pela plataforma Truth Social dizendo que Teerã havia “pedido uma reunião” para a terça – feira mesmo.
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Contudo, esse relato não foi confirmado pelo Irã — outro país assolado pelos confrontos no Oriente Médio desde fevereiro deste ano. Um porta – voz oficial do Ministério das Relações Exteriores iraniano negou veementemente qualquer agenda marcada nos próximos dias e esclareceu na imprensa local: o fato da visita consular ao Catar nesta semana nada tem relação com eventual diálogo dos EUA.
Acordamento temporário versus projeção de mercado
Os dois países haviam assinado um memorando de entendimento em 17 de junho que estabelecia quatorze pontos para interromper os conflitos, afetados pela rota crucial por onde passa aproximadamente 20% todo petróleo comercializado globalmente.
Apesar do acordo recente, analistas apontam surpresa diante da velocidade das quedas nos preços globais. O ING avaliou o comportamento e observou que parece haver uma tendência no qual “o market está tratando [a situação] como se fosse um acordo permanente”, algo considerado pelos estrategistas pouco provável na prática atual.
O desafio dos acordos permanentes. Em fala divulgada à CNBC, a instituição ponderou ser excessivamente otimista esperar fechar em 60 dias — prazo estabelecido para resolver questão nuclear iraniana —, pois isso seria muito difícil de concretizar permanentemente. Ainda assim, complementaram dizendo: “É claro que sempre existe a possibilidade do cessar – fogo ser prorrogado, o que, na prática, apenas adiará [resolver] o problema”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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