Trump, Slotkin e Moreno buscam bloquear veículos chineses nos EUA

Trump, Slotkin e Moreno buscam bloquear veículos chineses nos EUA

11/06/2026 09:23

3 min

Trump, Slotkin e Moreno buscam bloquear veículos chineses nos EUA
(Imagem de reprodução da internet).

Indústria Automotiva Americana Alerta Sobre Ameaças da Concorrência Chinesa

Com o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping se aproximando, a indústria automotiva americana e diversos congressistas, tanto democratas quanto republicanos, estão reforçando uma mensagem clara ao presidente: resistir a qualquer abertura do mercado americano para veículos chineses.

Essa preocupação se intensificou após declarações anteriores de Trump, que, em janeiro de 2026, expressou entusiasmo com a possibilidade de fábricas chinesas construírem em solo americano, citando a vantagem tecnológica de veículos elétricos chineses e seus preços competitivos.

Essa postura gerou alertas dentro do setor, que há anos luta para impedir a entrada de carros chineses nos EUA, utilizando tarifas elevadas e outras barreiras burocráticas. A indústria, juntamente com congressistas, fornecedores, metalúrgicos e sindicatos, redobrou seus esforços de lobby, argumentando que a escala da produção chinesa, aliada ao apoio governamental, ameaçaria a base manufatureira americana e a competitividade de outras montadoras.

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Senadora Slotkin e Projeto de Lei Bipartidário

A senadora democrata Elissa Slotkin, representante de Michigan, alertou o presidente sobre os riscos de acordos que facilitem investimentos chineses na indústria automotiva americana. Em conjunto com o senador republicano Bernie Moreno, de Ohio, Slotkin promoveu um projeto de lei bipartidário que proibiria explicitamente veículos chineses, devido a preocupações com a coleta de dados.

O projeto, denominado Ato de Segurança Veicular Conectada, visa implementar regras que bloqueiem veículos chineses, seguindo uma legislação anterior do democrata Joe Biden.

Preocupações com a Segurança e Dados

O projeto de lei também proibiria parcerias industriais com empresas chinesas. Representantes como Debbie Dingell e John Moolenaar expressaram preocupação com a coleta de dados por veículos chineses, destacando que cada veículo nas estradas americanas é um dispositivo de coleta de dados em tempo real.

A iniciativa tem o apoio de cerca de 74 democratas e 52 republicanos, que pedem ao presidente que reconsidere sua abertura ao mercado americano.

Mobilização da Indústria Automotiva

A indústria automotiva americana demonstrou uma rara união, com grupos representando marcas americanas e estrangeiras, concessionárias e fabricantes de peças, alertando sobre a ameaça representada pela expansão da marca chinesa de carros elétricos, que já se tornou a maior do mundo.

Essa expansão, impulsionada por ambições de dominar o mercado americano, representa uma ameaça à competitividade global dos EUA e à segurança nacional.

Apoio de Think Tanks e Setor Siderúrgico

Grupos siderúrgicos e o think tank ITIF (Foundation for Information & Innovation Technology) também apoiam a nova legislação, criticando as tarifas de Trump sobre a China no passado. O vice-presidente do ITIF, Stephen Ezell, alertou que a inserção de empresas chinesas subsidiadas no mercado americano causaria danos econômicos e à segurança nacional, difíceis de reverter.

Jamieson Greer, representante do comércio americano, confirmou que não há planos de alterar as regras sobre importação de carros entre os EUA e a China.

Preocupações com o Futuro da Manufatura

Apesar das promessas, o presidente Scott Paul, da Aliança Americana de Manufatura, expressou preocupação com a possibilidade de Trump agir sozinho, considerando os longos prazos de construção de fábricas. Qualquer fábrica aprovada levaria anos para ser construída, deixando consequências para o sucessor de Trump.

A indústria americana aprende lições com casos na Europa, Canadá e México, onde marcas chinesas estão ganhando participação de mercado, especialmente devido à guerra com o Irã e seus impactos nos preços da gasolina.

Participação de Mercado Chinesa em Crescimento

O Canadá está importando 49.000 veículos elétricos chineses anualmente, e 34 marcas chinesas já estão à venda no México, representando cerca de 15% desse mercado. A crescente demanda por veículos elétricos chineses reflete a busca por alternativas mais acessíveis, impulsionada por fatores como a guerra com o Irã e o aumento dos preços da gasolina.

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