Venezuela Agressiva na CIJ: Busca Defender Território da Guiana com Argumentos Surpreendentes

Venezuela Busca Defender Território na CIJ com Argumentos Fortes
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, representará seu país nesta segunda-feira, 11, perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), o tribunal máximo da Organização das Nações Unidas, na disputa territorial com a Guiana sobre a região do Essequibo.
Este evento marca a primeira viagem de Rodríguez à Europa desde que assumiu a presidência da Venezuela, após a saída dos Estados Unidos em janeiro deste ano. A presença dela na CIJ é significativa, considerando que ela já foi incluída em uma lista de autoridades venezuelanas sancionadas pela União Europeia desde 2018, o que inicialmente impedia sua entrada no bloco.
Histórico da Disputa Territorial
A disputa entre Venezuela e Guiana sobre o Essequibo tem raízes no século XIX, intensificando-se a partir de 2015 com a descoberta de importantes campos de petróleo no mar territorial da Guiana. A região do Essequibo, que abrange mais de dois terços do território guianense, é atualmente controlada por Georgetown.
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A Venezuela reivindica essa área, que possui mais de 160 mil quilômetros quadrados, argumentando que a demarcação de fronteira, estabelecida na era colonial britânica e ratificada em 1899, é válida.
Posicionamento da Venezuela
Delcy Rodríguez enfatizou que a Venezuela é a única detentora do título sobre o território em disputa. Em declarações transmitidas pela televisão venezuelana, ela defendeu que a CIJ deve confirmar a soberania venezuelana sobre a região, referindo-se aos direitos históricos do país.
A presidente também utilizou um broche com o território disputado sobreposto, gesto que gerou críticas na Guiana. A delegação venezuelana busca defender os direitos históricos sobre a Guiana Essequibo.
Contexto da Audiência na CIJ
A CIJ já realizou três audiências públicas sobre a disputa desde maio, e a quarta, que ocorrerá nesta segunda-feira, é a última. A Guiana argumenta que sua demarcação de fronteira, datada da era colonial britânica, foi confirmada por um Tribunal de Arbitragem em Paris em 1899.
A Venezuela contestou essa decisão desde 1962, levando à assinatura do acordo de 1966, que propõe o rio Essequibo como fronteira natural.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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