Abelardo Suspende Diálogo com Grupos Armados na Colômbia

Abelardo encerra iniciativas de diálogo com grupos armados, priorizando segurança nacional e desmantelamento das estruturas impunes.

14/07/2026 14:31

3 min

JOAQUIN SARMIENTO / AFP
JOAQUIN SARMIENTO / AFP

O presidente eleito da Colômbia, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, anunciou na segunda – feira passada que suspenderá qualquer diálogo em curso entre grupos ilegais e a administração do atual governo colombiano.

A declaração marca um rompimento com as políticas implementadas por Gustavo Petro — primeiro governante de esquerda no país —, pois segundo Ele não haverá mais processos focados numa “falsa paz” durante seu mandato presidencial.

Fim dos diálogos para os grupos armados

Espriella afirmou publicamente sua intenção de encerrar programas pacíficos. Segundo ele: “Acaba – se o comissário para a paz porque não haverá mais processos de falsa paz no meu governo”.

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Além disso, em 7 de agosto passado, Espriella anunciou que extinguirá formalmente assessoria presidencial dedicada à causa da paz. Essa medida vem após constatar que as políticas anteriores do próprio Governo Petro falharam ao tentar obter desarmamento total daqueles poderosos e organizados grupos armados.

O presidente eleito reforçou seu objetivo principal perante os cidadãos colombianos; segundo suas palavras, será garantir “a segurança do povo” por meio do desmontamento completo do sistema impunidade vigente assim que assumir o cargo executivo.

Reestruturação institucional na Presidência

A suspensão dos diálogos faz parte de um plano maior para readequar a estrutura governamental quando Abelardo de la Espriella tomar posse. Ele planeja eliminar mais de 200 cargos dentro da sede presidencial em função dessa grande reformulação administrativa.

Essa reorganização permitirá uma economia estimada em dez bilhões de pesos (o equivalente a US 3,1 milhões). Muitas funções e setores serão transferidos diretamente aos ministérios já existentes no país, como os do Interior e Defesa; essa mudança ocorrerá durante seu mandato completo de quatro anos após assumir o cargo máximo na Colômbia.

Alvo principal: extinção da Jurisdição Especial para a Paz

Desde ainda período eleitoral, De la Espriella tem sinalizado que pretende extinguir completamente órgãos importantes. Um dos alvos principais é justamente a Justiça especial dedicada à paz — conhecida pela sigla JEP.

O político classifica este tribunal institucionalmente criado pelo acordo pacífico em 2016 (que levou ao desarmamento das FARC) como um “tribunal de vingança”. Ele critica especificamente as sentenças proferidas por esta instância judicial serem consideradas com “assimetria”.

A jurisdição julga violações mais graves contra os direitos humanos cometidos durante o conflito armado interno, ocorrido no país há meio século e envolvendo diversos atores armados ilegítimos. Em paralelo às declarações sobre a extinção da assessoria para a paz ele também havia dado prazo máximo de um mês — faz duas semanas— aos grupos que ainda resistem na área rural.

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