Anvisa recolhe antibióticos Polycid e Clindamicina devido a irregularidades

Anvisa recolhe Polycid e Clindamicina após encontrar contaminantes em lotes, protegendo pacientes de riscos à saúde

19/06/2026 22:50

3 min

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira, 18, o recolhimento imediato de dois medicamentos antibióticos devido a graves desvios de qualidade. A resolução, formalizada e publicada no Diário Oficial da União, impede que os produtos sejam vendidos, distribuídos ou utilizados em qualquer contexto de saúde.

As medidas visam proteger a segurança dos pacientes e garantem que apenas fármacos em condições ideais de qualidade cheguem ao mercado.

Detalhes do Recolhimento do Antibiótico Polycid

O primeiro produto afetado é o antibiótico Polycid, um medicamento injetável essencial para o tratamento de infecções consideradas graves. A determinação de recolhimento atinge especificamente o lote identificado como 2519879, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional.

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A gravidade da situação foi evidenciada pelo próprio fabricante, que iniciou um recolhimento voluntário.

Segundo os documentos regulatórios, o motivo do recall do Polycid foi a descoberta de um corpo estranho: um pedaço de vidro encontrado no interior do frasco do medicamento. A presença de materiais não farmacológicos em produtos injetáveis representa um risco significativo para os pacientes, exigindo uma intervenção sanitária imediata e rigorosa.

A Anvisa, ao receber o comunicado, agiu rapidamente para suspender a comercialização do lote, reforçando os protocolos de controle de qualidade que devem ser seguidos desde a produção até a dispensação. Esse tipo de ocorrência sublinha a importância da fiscalização contínua em toda a cadeia farmacêutica.

Investigação e Suspensão do Lote de Clindamicina

Além do Polycid, a agência sanitária também determinou o recolhimento do lote 24101854 do antibiótico fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável, composto por 50 ampolas. Este medicamento é fabricado pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.

Neste segundo caso, o desvio de qualidade foi caracterizado por uma solução de cor amarelada e pela confirmação da presença de corpos estranhos e precipitados dentro do frasco lacrado. A constatação desses elementos sugere falhas no processo de esterilização ou na manipulação do produto final, comprometendo a eficácia e a segurança terapêutica.

Em nota oficial, a Hypofarma manifestou que está tratando a resolução em total conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis. A empresa assegurou que mantém uma colaboração integral com os órgãos competentes, adotando todas as medidas cabíveis em seus processos internos e regulatórios para sanar as não conformidades detectadas.

As determinações da Anvisa reforçam o papel da agência na manutenção da segurança sanitária no Brasil. O recolhimento de lotes de medicamentos é um procedimento padrão quando há suspeita de contaminação ou falha na qualidade, garantindo que os profissionais de saúde e os pacientes recebam apenas produtos seguros e eficazes.

A situação exige que os fabricantes reavaliem seus processos produtivos e de controle de qualidade, atendendo aos mais altos padrões de medicina e vigilância sanitária.

A população deve acompanhar os canais oficiais da Anvisa para informações sobre a disponibilidade e a substituição dos medicamentos afetados.

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