Ativistas LGBTQIA+ são impedidos de estender faixa no Congresso Nacional

Ativistas LGBTQIA+ foram impedidos de estender bandeira no Congresso Nacional
Ativistas da comunidade LGBTQIA+ foram impedidos de estender uma bandeira do movimento no gramado em frente ao CongressoNacional neste domingo, 28 —Dia do Orgulho—, na capital federal. A ação pacífica foi barrada por policiais legislativos pertencentes à Câmara dos Deputados enquanto um grupo composto por pelo menos vinte pessoas tentava realizar o ato simbólico com a grande faixa arco íris, que possui cerca de cinquenta metros de comprimento.
O confronto e as alegações das autoridades foram relatadas aos repórteres como os manifestantes chegaram antes das dez horas. Assim que conseguiram estender toda a bandeira no gramado central, viaturas da polícia apareceram rapidamente para interromperem o evento. “Nós nos ajoelhamos e mostramos que estávamos desarmados e que não haveria confronto”, explicou sobre a abordagem policial violenta sofrida pelo grupo em Brasília.
Para ele, aquela faixa era um símbolo poderoso do orgulho LGBTQIA+, representando “nosso orgulho em resposta às violências”. Os policiais alegaram ausência de autorização prévia; contudo, contestou veementemente essa afirmação. Ele afirmou ainda ter informado com mais de 2horas de antecedência, citando direitos garantidos pela Constituição para manifestações pacíficas no país.
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Os ativistas argumentam que pediram permissão formalmente na semana anterior ao ato e consideram a interrupção desnecessária. Eles compararam o ocorrido à forma como foram tratados os atos antidemocráticos ocorridos em janeiro de 202— época marcada por destruição —, apontando uma diferença gritante: “Eles não pararam os atos… mas nos paramos porque estávamos com uma bandeira”.
Para ele, essa reação demonstra um claro caso de violência estatal contra toda a comunidade LGBTQIA+.
Outro participante do evento, Rafael Lira, designer de trinta e nove anos, também lamentou profundamente quebra da paz no local. “Foi uma confusão que os policiais proporcionaram. Queríamos fazer um ato pacífico em nome da visibilidade de nossa luta”, declarou sobre ter se sentido assustado pela presença das viaturas durante todo o episódio na tarde deste domingo.
Membros ligados à causa já planejam medidas legais para investigar a conduta militar dentro do Congresso Nacional. O Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal — grupos aos quais Platini pertence —, pretendem protocolar representações junto à Câmara buscando investigação detalhada por parte dos policiais que obstruíram uma ação legítima da comunidade.
Em paralelo ao evento em Brasília, Fábio Felix, deputado distrital responsável pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos no DF, manifestou publicamente seu descontentamento com os acontecimentos. Ele anunciou que irá solicitar explicações formais sobre como foi feita essa abordagem pelos legislativos na capital federal.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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