Bancos investem bilhões na tecnologia no Brasil até 2026

O setor bancário brasileiro é o maior investidor em tecnologia no país privado. De acordo com a pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, divulgada nesta sexta – feira e realizada por meio do apoio da Deloitte, os bancos devem aplicar R 50,4 bilhões apenas na área tecnológica até 2026.
Este valor representa um aumento significativo comparado aos R 46,8 bilhões previstos para serem aplicados somente em 2025. Para Rodrigo Mulinari, diretor responsável pelo levantamento, esses números demonstram que TICs deixaram de ser meros suportes operacionais; hoje ocupam o centro das atividades bancárias no Brasil.
Investimentos estratégicos: IA e migração Cloud
A pesquisa aponta uma consolidação do setor financeiro como empresas tecnológicas robustas, com investimentos consistentes ano após ano. O estudo contou com a participação inédita da série deste ciclo, envolvendo cerca de 85% dos ativos bancários nacionais na primeira fase, além de ouvir mais cinco décadas executivos especializados em tecnologia nas duas etapas.
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Essa crescente demanda por modernização impulsionou os gastos específicos nos últimos anos. Os recursos destinados à inteligência artificial (IA) somaram R826 milhões somente em 2025 — um salto expressivo de 39%, comparado aos R 596 milhões registrados no năm anterior.
Outro ponto crucial é o investimento em migração para cloud computing: houve avanços consideráveis com a aplicação de R 3,9 bilhões até este ano, representando uma alta de 30%. A maior parte desse montante foi direcionada à nuvem pública, que recebeu cerca de R 3,5 bi; contudo, mesmo sendo menor sua participação total, a nuvem privada cresceu impressionantes 87% neste período.
Mulinari enfatizou esses temas — IA e Cloud —, destacando – os como áreas prioritárias de grande aporte financeiro pelos bancos. Apesar do crescimento exponencial dessas tecnologias, os líderes setoriais reafirmaram o foco em cibersegurança: ela continua sendo prioridade máxima para todas as instituições ouvidas.
Operações bancárias sob nova ótica
Em relação aos sistemas internos dos clientes, há uma mudança clara no comportamento digital. O setor registrou um volume expressivo de 240,8 bilhões de transações somente em 2025; nesse total, mais de três quartos (78%) foram realizadas por meio de dispositivos móveis e a participação nos canais digitais atingiu impressionantes 83%.
Em apenas cinco anos, esse fluxo cresceu quase os dois dígitos percentuais. O Pix é apontado como motor essencial dessa transformação: o número médio mensal de usuários intensivos do sistema alcançou 73,7 milhões em 2025 — alta significativa comparada ao ano anterior.
Segurança cibernética e capacitação profissional
A cibersegurança deixou definitivamente de ser vista meramente como uma exigência operacional. Hoje ela se estabelece também como um diferencial competitivo para as instituições financeiras no mercado brasileiro. Rodrigo Mulinari ressaltou que a segurança precisa ficar mais transparente para os clientes reduzir atritos na experiência digital.
Considerando o investimento projetado de R 50,4 bilhões até 2026, apenas em proteção dos sistemas seria destinado algo próximo aos cinco bilhões reais anuais.
IA gera ganhos mensuráveis nas interações com cliente
Além da infraestrutura e das ferramentas avançadas, houve grande foco nos recursos humanos do setor bancário. Em termos de treinamento tecnológico específico para profissionais de TI, foram aplicados R 46,4 milhões somente em 2025 — um aumento considerável que totalizou a capacitação tecnológica de mais de 226 mil funcionários no ano passado.
Mulinari observou que essa transformação digital não se restringe às equipes técnicas; ele apontou o dado relevante: quase metade dos colaboradores totais foi treinada tanto em tecnologia quanto em cibersegurança.
Na prática, os ganhos com inteligência artificial já estão aparecendo e são mensuráveis nos indicadores do atendimento ao cliente. Enquanto apenas cinco por cento das instituições relatavam altos índices de eficiência usando IA ou IA generativa ainda em 2024, esse percentual saltou para impressionantes 19% somente neste último período analisado pela pesquisa.
O futuro da diferenciação bancária. Para se destacarem no mercado competitivo, as prioridades dos bancos giram entre a experiência superior (CX) e o uso massivo de Inteligência Artificial Generativa como diferencial principal. A tecnologia já permeia toda jornada: desde ofertas específicas até processos complexos na abertura de contas.
A nuvem é vista por muitos líderes setoriais não só como um meio técnico, mas também como uma ferramenta que permite aos bancos acessar tecnologias avançadas para integrar ecossistemas inteiros em busca maior eficiência operacional.
Por fim, os dados mostram ainda outras estratégias importantes; 68% das instituições veem personalização do serviço como forma de diferenciação no mercado financeiro brasileiro.**.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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