BC adota rigor máximo na liquidação do Banco Master. Saiba os detalhes do procedimento e o sigilo documental de 8 anos defendido por Gabriel Galípolo.
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, declarou nesta quarta-feira, dia 8, que o órgão implementou o procedimento mais rigoroso possível no caso do Banco Master. Essa cautela visa prevenir questionamentos futuros sobre o processo.
Em seu depoimento, Galípolo enfatizou que a preocupação do BC é aderir estritamente aos ritos formais. Ele lembrou que decisões que envolvem liquidações financeiras frequentemente são contestadas anos após sua ocorrência.
Galípolo também defendeu a manutenção do sigilo de oito anos aplicado aos documentos da liquidação do banco. Segundo ele, essa medida está em conformidade com a norma estabelecida em 2018, período em que ele atuava no BC sob a gestão de Ilan Goldfajn.
Ele esclareceu que, por regra, instituições de maior porte possuem um prazo de sigilo de dez anos, enquanto as menores seguem o período de oito anos. Segundo o presidente, todas as resoluções emitidas desde então mantiveram esse padrão.
Este depoimento ocorreu após um requerimento feito pelo senador Eduardo Girão, que questionou a participação de Galípolo em uma reunião no Palácio do Planalto, na qual estavam presentes o presidente e um empresário investigado no caso.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, data em que também foi iniciada a Operação Compliance Zero, que tem apurado casos de fraudes. Enquanto isso, Vorcaro encontra-se detido e negociando um acordo de delação premiada.
Na mesma sessão, o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, não compareceu à CPI, após obter decisões favoráveis do STF que garantem seu direito de ausência.
A comissão se encontra na reta final de suas atividades, com o encerramento previsto para o dia 14. O relator Alessandro Vieira confirmou que não haverá prorrogação após negociação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A fase final da CPI tem sido marcada por sessões mais esparsas, devido a decisões do STF que permitem que depoentes não compareçam ou permaneçam em silêncio. Nesse cenário, a presença de Galípolo é vista como uma tentativa de dar continuidade aos trabalhos antes do encerramento oficial.
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