Bolívia em Crise: Protestos e Mudanças no Governo de Gustavo Paz Urgem Resposta

Crise Política e Econômica Assola Bolívia
O presidente de Bolívia anunciou nesta quarta-feira 20 uma série de mudanças em seu gabinete, buscando acalmar os protestos que têm paralisado o país há três semanas. A medida visa apaziguar as demandas de setores sociais, incluindo camponeses indígenas, transportadores, operários e mineiros, que exigem sua renúncia após apenas seis meses no poder.
A crise econômica, considerada a pior do país em quatro décadas, impulsiona a instabilidade política.
O governo, liderado por Gustavo Paz, também anunciou a criação de um “conselho econômico e social”, uma tentativa de construir um consenso sobre o futuro do país. “Precisamos reorganizar um gabinete que tenha capacidade de escuta”, declarou Paz em entrevista coletiva no Palácio do Governo, em La Paz, sem detalhar o cronograma das mudanças.
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O chanceler boliviano, Fernando Aramayo, acusou os manifestantes de buscarem enfraquecer o governo e alterar a “ordem democrática e constitucional”.
A capital boliviana, La Paz, palco dos protestos, registrou uma jornada de relativa calma nesta quarta-feira, com uma marcha pacífica de camponeses e transportadores. Romer Cahuaza, um transportador, expressou o descontentamento da população: “Este governo tem que ir embora.
Se não quiser que corra sangue, que saia pacificamente”. Apesar da marcha, o aeroporto de El Alto permaneceu temporariamente fechado, com centenas de manifestantes exigindo melhores condições de abastecimento.
O governo, buscando atender às demandas da população, estabeleceu uma ponte aérea para abastecer La Paz com alimentos e medicamentos, devido aos 44 pontos de bloqueio estradas em todo o país. A situação econômica da Bolívia é crítica, com inflação anualizada de 14% em abril, agravada pela eliminação de subsídios aos combustíveis em dezembro.
A crise econômica, que se intensificou após 20 anos de governos socialistas, tem gerado dificuldades para a população, como evidenciado pelo relato de Julio Pérez, um ex-motorista de 82 anos: “Já não comemos carne”.
A crise também gerou tensões diplomáticas, com a chancelaria boliviana anunciando a conclusão das funções da embaixadora da Colômbia, Elizabeth García, após considerações sobre interferência do presidente Gustavo Petro nos assuntos da Bolívia.
Em resposta, a Colômbia concluiu as funções do embaixador boliviano na Colômbia, Ariel Percy Molina Pimentel. Os Estados Unidos expressaram apoio ao governo boliviano, condenando tentativas de derrubar líderes eleitos democraticamente.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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