Brasil enfrenta crise do lixo: soluções e protagonismo de catadores em debate

Brasil Lida com Desafio do Lixo e Busca Soluções para a Economia Circular
Em 2025, o Brasil gerou um impressionante volume de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos. No entanto, a gestão desse material apresentou falhas significativas, com cerca de 40% indo parar em locais inadequados, como aterros e lixões a céu aberto, apesar das regulamentações da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
A Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) registrou uma taxa de reciclagem de apenas 4,5% no país, evidenciando um grande contraste entre o volume gerado e a capacidade de aproveitamento.
Debate no ESG Summit 2026 Revela Obstáculos e Potenciais Soluções
O evento ESG Summit 2026, realizado em São Paulo, reuniu especialistas como Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining, e Roberto Rocha, presidente da Associação Nacional de Catadores (Ancat), para discutir o tema. Apesar dos avanços recentes, os participantes concordaram que o país ainda enfrenta desafios estruturais para ampliar a reciclagem e transformar o lixo em valor econômico.
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A falta de infraestrutura, a baixa reciclabilidade de alguns materiais, questões tributárias e as condições de trabalho dos catadores foram apontados como principais entraves.
Oliveira destacou a escassez de investimentos e a falta de fiscalização das responsabilidades já previstas na legislação. Rocha enfatizou o papel central dos catadores, responsáveis por 90% da reciclagem no país, e defendeu o fortalecimento de arranjos de negócios entre cooperativas, empresas e o poder público.
A discussão também abordou a definição do que é considerado “rejeito”, defendendo que a queima de materiais valiosos deveria ser evitada.
Catadores em Destaque: Um Protagonismo Econômico e Social
O protagonismo dos catadores foi um ponto central do debate. Esses trabalhadores, que atuam em cerca de 30% dos municípios brasileiros, desempenham um papel crucial na cadeia de reciclagem. A remuneração, o reconhecimento profissional e as condições de trabalho são desafios a serem superados.
Rocha defendeu que a questão é, acima de tudo, econômica, e que a expansão das cooperativas é fundamental para ampliar a presença dos catadores em todo o território nacional.
Além disso, o debate ressaltou a importância da colaboração entre empresas e o setor público. A concepção das embalagens também foi questionada, com Oliveira defendendo a simplificação do design e a consideração de critérios de reciclabilidade desde o desenvolvimento dos produtos.
Rocha cobrou maior compromisso das indústrias na busca por soluções para embalagens de difícil reciclagem, incentivando a adoção de tecnologias que promovam a circularidade.
Desafios e Oportunidades na Economia Circular Brasileira
Apesar dos desafios, o evento ESG Summit 2026 demonstrou que o Brasil possui um grande potencial para transformar o lixo em valor econômico. Com investimentos, infraestrutura adequada, o engajamento dos catadores e a colaboração entre os diferentes setores da economia, o país pode avançar na construção de uma economia circular mais sustentável e eficiente.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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