BTG Pactual recomenda compra na SpaceX com valor alvo nos EUA

Segundo um relatório divulgado nesta terça – feira, dia 7, o BTG Pactual iniciou a cobertura das ações da SpaceX e emitiu recomendação de compra para os próximos doze meses.
De acordo com análise do banco paulista, as expectativas indicam que cada ação pode atingir US225 nos próximos anos; esse valor representa uma potencialização próxima aos 40% se comparado ao preço atualizado no mercado dos EUA (160,42.
Vantagem competitiva: tecnologia reutilizável
Os analistas apontaram na companhia um casamento raro entre gigantesco apelo mercadológico e vantagens difíceis de serem copiadas. Para o BTG Pactual, a SpaceX detém “um quase monopólio tecnológico” sobre os acessos espaciais.
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O principal diferencial que sustenta essa visão é justamente a capacidade da empresa em recuperar e usar novamente seus propulsores; isso reduziu drasticamente custos operacionais nos lançamentos do Falcon 9 e criou uma barreira para concorrentes praticamente intransponível no setor espacial.
Crescimento além dos foguetes: conectividade e IA
A avaliação não se limita apenas à atividade de lançamento orbital. O banco ressalta dois motores robustos de crescimento futuro na companhia, sendo eles o segmento de inteligência artificial (IA) e serviços de conectividade global.
Na área de banda larga via satélite, por exemplo, a SpaceX já conta com mais de dez milhões de assinantes em cerca de cento e sessenta países; essa operação é suportada pela constelação que possui aproximadamente mil novecentos navios ativos — um volume equivalente aos 75% do total mundial atualmente orbitando no espaço.
Projeções financeiras até 2031
Com base nesses fatores multifacetados – desde os lançamentos espaciais à capacidade computacional –, o BTG projeta uma receita da companhia atingindo US 1 trilhão ao longo dos anos. Essa estimativa considera vários elementos importantes para monetização, como a média instalada de processamento por watt (US 11) e as projeções de usuários móveis em banda larga que devem chegar a cento e trinta cinco milhões até 2031.
A análise do banco utiliza metodologia conhecida como Fluxo de Caixa Descontado (DCF), chegando aos us 225 no preço – alvo; nesse cálculo, os analistas atribuem um peso maior à divisão de IA — responsável pelos cinquenta e nove pontos percentuais da avaliação —, seguida pela conectividade com seus exatos trigesenta e sete%, restando quatro% para o negócio espacial propriamente dito.
Riscos operacionais na companhia
Mesmo mantendo uma recomendação positiva, a reportagem alerta sobre alguns riscos que merecem atenção dos investidores. Um deles é a forte dependência do controle exercido por Elon Musk, detentor aproximado de quarenta oito vírgula setenta e sete por cento das ações.
O relatório também aponta possíveis conflitos decorrentes crescente integração entre empresas ligadas ao empresário — como Tesla, xAI ou X —, além da questão cronológica: um grande volume acionário será liberado para negociação nos próximos 12 meses em eventos cruciais após os resultados do segundo trimestre de 2026.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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