BYD Entrega Lote Recorde de Ônibus Elétricos para SP

BYD entrega lote recorde de ônibus elétricos para SP, impulsionando transição sustentável e fortalecendo indústria nacional com investimentos bilionários.

06/07/2026 17:07

3 min

Ônibus elétricos em São Paulo: cidade lidera adoção da tecnologia no país
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A Prefeitura de São Paulo recebeu um lote recorde na renovação da frota elétrica com a entrega dos ônibus produzidos pela BYD no último mês. Dos totalizando os mais de 500 novos veículos elétricos, foram entregues exatamente 265 unidades do fabricante chinês.

Este número marca o maior volume já realizado em uma única vez para transporte coletivo eletrificado no Brasil e eleva as operações globais: hoje, somando – se à etapa paulistana, a BYD conta agora com 550 carros operacionais apenas em SP, além das outras 700 vias circulantes nacionalmente.

Investimento da BYD na industrialização brasileira

Para Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Linha de Energia Solar da BYD Brasil, essa expansão é resultado de um planejamento estratégico iniciado há anos. “Fizemos uma aposta quando ninguém ainda falava sobre isso”, afirmou o executivo, reforçando que sempre acreditou no potencial do transporte coletivo eletrificado brasileiro pela companhia chinesa.

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A estratégia para se consolidar localmente envolveu grandes investimentos em infraestrutura própria por parte da marca. Desde 2015, os chassis dos ônibus elétricos são produzidos anualmente em Campinas (SP). Em seguida, foi inaugurada na Bahia unidade focada em carros híbridos e elétricos em Camaçari, com investimento totalizado em R 5,5 bilhões — um complexo de grande porte reconhecido como líder latino – americano nesse segmento.

Vantagens econômicas do transporte zero emissão

O diretor Schneider detalhou que a concentração das entregas pela BYD é reflexo histórico: São Paulo sempre se posicionou pioneiramente no eletrificação da frota. A cidade percebeu cedo não apenas o ganho operacional ao melhorar o trajeto urbano, mas também os benefícios ambientais diretos na redução tanto da poluição sonora quanto da emitida pelo material particulado.

Essa tendência foi reforçada por uma lei municipal desde 2019, proibindo novos veículos movidos a diesel em processos de renovação de frotas municipais paulistanas. Embora seja verdade que há um custo inicial mais alto para adquirir ônibus elétricos do que modelos combustão interna (a gasolina ou etanol), ele explica que essa desvantagem é rapidamente superada no longo prazo.

Projeções e impacto ambiental nacional

Apesar dos desafios logísticos iniciais com o capital estrangeiro, Schneider enfatizou como operam as fábricas da BYD já estão profundamente enraizadas na economia local: além das unidades fabris próprias, eles se unem às encarroçadoras nacionais brasileiras em suas operações. Mais de 100 veículos foram entregues utilizando recursos fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesse sentido. A empresa também projeta a renovação não apenas para os ônibus que chegam hoje, mas até mesmo aqueles modelos mais antigos.

A sustentabilidade é um ponto crucial no cálculo econômico; cada veículo elétrico fabricado pela BYD equivale à prevenção da emissão entre 120 e 200 toneladas anuais de CO₂ — o equivalente ao plantio de cerca de 1428 árvores em termos ambientais. Somente na entrega dos recentes 265 veículos paulistanos foi possível armazenar uma quantidade de carbono igual cinco vezes aquela do Parque Villa – Lobos (SP), totalizando impressionantes 378 mil árvores virtuais.

Próxima expansões para outras regiões

Olhando adiante, a BYD já tem mais de 1.500pedidos programados apenas para São Paulo até meados de 2027 e também fornecerá ônibus em Goiânia no corredor verde. A divisão paulistana prevê várias entregas adicionais ainda neste segundo semestre do ano; entre elas estão os articulados com quase 23 metros que rodarão pelo Corredor Verde (entre Avenida Nove de Julho e Avenida Santo Amaro.

Para levar o modelo elétrico aos bairros periféricos da capital ou outras cidades, a companhia planeja entregar modelos menores — chamados “mid” —, projetando um crescimento constante. Além disso, na fábrica de CampinasSP é prevista uma ampliação significativa: ela passará pela capacidade atual de produzir dois mil chassis para chegar perto dos cinco mil anualmente.

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