Carrefour Property lança Torre Corporativa com 219m em SP

O Carrefour Property, a divisão imobiliária do grupo de hipermercados da rede varejista, está prestes a lançar o que será considerado um dos edifícios mais altos e modernos em São Paulo.
A torre corporativa foi localizada no complexo multiuso Paseo Alto das Nações — na Zona Sul —, onde recebeu seu “habite – se” ainda neste mês de junho. Com 219 metros de altura distribuídos por mais de quarenta pavimentos, cada um com área total de 2.200 m², ela promete superar os demais arranha – céus da capital paulista.
O desenvolvimento imobiliário do Passeo Alto
Este projeto monumental está situado sobre o terreno histórico que marca a chegada dos hipermercados Carrefour à região em 1975. Foi ali perto da Marginal Pinheiros que o grupo francês inaugurou sua primeira unidade grande na cidade e é onde hoje se desenvolve este novo polo comercial moderno.
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Camila Monteiro, diretora de Desenvolvimento Imobiliário no Carrefour Property, detalhou como ocorreu essa transformação: “Entramos com uma permuta do terreno e recebemos um novo hipermercado junto ao espaço de conveniência para outras lojas”. Além disso, ela confirmou ser proprietária parte das lajes pertencentes diretamente ao edifício corporativo principal.
O complexo Alto das Nações transformou os quase 60 mil metros quadrados em múltiplos ativos. A estratégia utilizada foi a chamada “permuta física”, pela qual o grupo atuou na função de terrenista — ou seja, fornecendo terrenosem troca dos novos espaços comerciais que hoje compõem o polo moderno da região.
Estrutura completa: torre residencial e novas receitas
A permuta realizada garantiu à empresa não apenas um novo hipermercado funcional para manter suas operações contínuas – construído logo frente do terreno antigo –, mas também participação no estacionamento subsolo, seis lajes corporativas inteiras e uma cota de 23% em outra sétima.
A transição foi imediata; assim que a obra nova terminou, ela entrou na operação enquanto a antiga loja era desligada ao fundo.
O empreendimento é vasto por natureza, reunindo o minishopping com serviços essenciais, restaurantes e ainda contando com planos futuros ambiciosos: haverá duas torres — além da torre principal— incluindo unidades long stay (residencial) prevista apenas para **2028**, um uso misto comercialresidenciais e até mesmo um futuro teatro no local do complexo multiuso.**
A criação de uma linha inédita de receita
Para Camila Monteiro, essa movimentação imobiliária representa muito mais que a simples expansão física. Hoje, essas participações constituem algo novo na estrutura financeira corporativa; é gerada por meio direto do desenvolvimento dos imóveis.
“Quando temos área ociosa em terreno não utilizado estamos pagando IPTU dessa propriedade”, explicou ainda ela sobre os custos operacionais da loja varejista. Ao vender ou utilizar esse tereno para permuta e desenvolver projetos novos, elimina – se despesa adicional — um ponto crucial já que as margens de lucro no setor são baixas.”,
Essa nova linha será a receita proveniente diretamente desse imobiliário. Embora com uma “permuta física” seja possível fechar hoje negócio lucrativo, Monteiro alertou: “o dinheiro começa a entrar até três anos depois do fechamento; é preciso passar por etapas como diligência legal e aprovação das obras”.
Contudo, ela projetou o crescimento exponencial dessa fonte.
Estratégia nacional em desenvolvimento
O grupo consolidou sua estratégia desde 2013 para monetizar seus ativos espalhados pelo país de forma mais acelerada após um período inicial estagnado que foi retomado nos últimos dois anos. Atualmente, Carrefour Property administra cerca de quarenta terrenos no Brasil. Muitos foram adquiridos quando as áreas eram periféricas, mas hoje se tornaram pontos estratégicos nas grandes cidades brasileiras.”,
“Embora alguns desses lotes não sejam prioritários diretamente ao varejo hipermercado, eles mostram valor enorme para o desenvolvimento imobiliário”, afirmou Monteiro.
Três pilares do negócio “terrenista”
Desenvolvimento e monetização dos ativos. Para os imóveis considerados menos essenciais à operação direta da loja (os chamados “ativos”), a companhia aplica três métodos principais. Primeiro é criar um marketplace próprio de terrenos em São Paulo ou outras capitais; segundo são realizados leilões com valores abaixo do mercado — geralmente recebidos por dívidas— visando liquidação rápida;
O terceiro pilar, que se assemelha ao caso Paseo Alto das Nações, envolve transformar o potencial desses lotes através de parcerias robustas com incorporadores imobiliários.
Com essa abordagem “terrenista”, Carrefour planeja fechar cerca de 10 novos negócios anualmente e já possui dezessete projetos mapeados no Brasil (incluindo os três similares a Passeo). A empresa está migrando cada vez mais para modelos de permuta financeira em detrimento da física.
Segundo Monteiro, esse movimento garante um fluxo constante de caixa porque “a movimentação pura do terreno é difícil replicar devido aos altos custos”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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