Cibersegurança: “Cara da TI” Assume Cargo Estratégico no Brasil

Cibersegurança: “Cara da TI” conquista cargos de alto escalão! 🚀 Profissional chave agora integra conselhos de administração, refletindo a urgência da proteção

07/05/2026 17:07

3 min

Cibersegurança: “Cara da TI” Assume Cargo Estratégico no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Cibersegurança: O “Cara da TI” Ascende ao Conselhos de Administração

Por muito tempo, um profissional conhecido carinhosamente como “cara da TI” atuou em um canto discreto das empresas. Sua principal função era solucionar problemas técnicos, como quedas na internet ou falhas no e-mail, geralmente sem a necessidade de envolvimento em decisões estratégicas.

Essa figura, responsável pela segurança da informação, operava em uma sala distante das discussões sobre expansão e resultados financeiros. No entanto, essa realidade mudou drasticamente com a crescente digitalização e o aumento da sofisticação dos ataques cibernéticos.

Dados Revelam a Nova Importância da Cibersegurança

Dados recentes, provenientes de um relatório da Splunk, ilustram essa transformação. Agora, 82% dos profissionais de cibersegurança reportam diretamente ao CEO, e 93% participam regularmente das reuniões do conselho de administração. Essa mudança reflete uma nova perspectiva: o risco cibernético é agora reconhecido como um risco de negócio com consequências diretas para a reputação, a operação e o valor da empresa.

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Fernando Dulinski, fundador do Cyber Economy Brasil, destaca que essa evolução redefine o papel da função.

“Com o aumento da digitalização dos negócios, a cibersegurança deixa de ser apenas uma função técnica e se torna parte integrante da estratégia corporativa. O CISO (Chief Information Security Officer) precisa traduzir os riscos tecnológicos em impactos para o negócio, auxiliando nas decisões relacionadas à inovação, expansão e proteção de dados”, explica Dulinski.

Descompasso no Brasil

Apesar do movimento global, o Brasil ainda está em descompasso. O Relatório Nacional de Cibersegurança, elaborado pelo Cyber Economy Brasil, revela que 83% das empresas brasileiras não possuem um executivo dedicado à área de cibersegurança. A responsabilidade recai sobre líderes técnicos, que executam a função sem autonomia formal e sem participação nos fóruns de decisão.

Além disso, 70% dos conselhos brasileiros não discutem cibersegurança com regularidade.

Essa situação demonstra que, enquanto o mercado global posiciona o profissional de tecnologia como parte da governança, a maioria das empresas locais ainda enxerga ataques digitais como problemas isolados, sem impacto nas decisões estratégicas. A defasagem tem um custo elevado, pois sistemas comprometidos podem paralisar operações, expor dados de clientes e abalar a confiança do mercado.

Novas Habilidades e Competências

O perfil exigido para o profissional de cibersegurança mudou significativamente. Não basta mais dominar firewalls, criptografia e protocolos de resposta a incidentes. É preciso falar a mesma linguagem do conselho, compreender indicadores financeiros e dialogar com áreas como jurídico, comunicação e relações com investidores.

Segundo Dulinski, a capacidade de traduzir riscos tecnológicos em impactos de negócio é fundamental.

“A cibersegurança não é mais um custo, mas um pilar de confiança. O novo CISO precisa ter visão estratégica e fluência financeira para traduzir bits e bytes em impactos de negócio. Onde essa integração falha, a empresa fica cega para riscos que podem paralisar operações inteiras”, avalia Dulinski.

O Futuro da Cibersegurança e o Novo “Cara da TI”

O desafio atual é consolidar a área de segurança como um dos pilares da gestão, tratando a proteção digital como parte integrante de qualquer decisão sobre expansão, inovação, fusão ou abertura de novos mercados. Companhias que adotam essa abordagem tendem a antecipar riscos e proteger contratos relevantes.

Aquelas que adiam a discussão permanecem vulneráveis a paradas operacionais e perdas reputacionais.

Com a regulação avançando, impulsionada pela Lei Geral de Proteção de Dados, e com a pressão dos investidores por maturidade digital, o “cara da TI” deve deixar de ser uma figura periférica nos próximos anos. O movimento já influencia a competitividade das empresas mais expostas ao consumidor final e começa a pressionar setores tradicionais, como o varejo e as concessionárias de serviços públicos.

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