Redução da jornada para 36 horas causa alerta no Congresso! CNC prevê impactos gigantescos no comércio e serviços. Estudo revela custos de R$ 122 bilhões!
O tema da redução da jornada semanal de trabalho, especificamente para 36 horas, reacendeu o debate no Congresso Nacional. A discussão envolve questões importantes como a melhoria da qualidade de vida e o bem-estar dos trabalhadores, mas também exige uma análise cuidadosa dos possíveis impactos econômicos, especialmente em setores que operam continuamente, como o comércio e os serviços.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se posicionou para contribuir com informações relevantes para essa discussão.
A CNC elaborou um estudo técnico detalhado para avaliar os efeitos de uma redução da jornada de trabalho. Os dados coletados visam entender a magnitude dessa mudança e seus possíveis desdobramentos. O estudo foca nos impactos na força de trabalho e no setor comercial, buscando fornecer informações precisas para a tomada de decisões.
O Brasil possui atualmente 57,8 milhões de empregos formais. Estima-se que cerca de 31,5 milhões de trabalhadores estejam diretamente afetados por uma redução do limite semanal de horas trabalhadas. No varejo, a grande maioria dos contratos formais (93%) excede as 40 horas semanais, e no atacado, essa porcentagem é de 92%.
Isso indica que o setor varejista é particularmente vulnerável a alterações na organização da jornada de trabalho.
A simulação da CNC considerou um cenário de redução da jornada para 40 horas semanais, sem alteração salarial. Para garantir o funcionamento das empresas, seria necessário reorganizar as escalas de trabalho e, possivelmente, investir em novas tecnologias.
Os custos de adequação para o setor do comércio seriam de aproximadamente R$ 122,4 bilhões mensais, representando um aumento de 21% na folha salarial do segmento.
O estudo também analisou os possíveis efeitos sobre os preços e a rentabilidade das empresas. A modelagem econométrica indica que, a longo prazo, um aumento de 1% na massa salarial do comércio pode levar a um repasse médio de 0,6% nos preços ao consumidor.
Em um cenário de aumento de 21% na folha salarial, a pressão sobre os preços poderia chegar a 13%. A estimativa aponta para uma redução de 5,7% no Excedente Operacional Bruto (EOB) do comércio, o que representaria uma perda de aproximadamente R$ 73 bilhões.
É fundamental que o debate sobre a redução da jornada de trabalho considere tanto os objetivos sociais da proposta quanto seus efeitos econômicos e setoriais. Mudanças dessa magnitude exigem planejamento, transição estruturada e avaliação criteriosa dos impactos.
A contribuição da CNC, com seu estudo técnico, oferece dados concretos para qualificar essa discussão, que afeta milhões de trabalhadores e empresas. Decisões informadas são essenciais para que o país avance de forma equilibrada e sustentável.
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