Cooperativa Garibaldi: Uma revolução borbulhante! 🥂 Desde 2025, a cooperativa se destaca pela qualidade e fermentação lenta. Em 2025, espumantes representavam 46% do faturamento! Saiba como a Garibaldi está transformando o mercado
Por muito tempo, a Cooperativa Vinícola Garibaldi foi definida pelo volume de produção que entregava. Mas, desde 2025, a cooperativa busca reconhecimento pela qualidade e pelo processo lento e cuidadoso de fermentação. Em 2025, a categoria de espumantes representava 46% do faturamento líquido da Garibaldi, que somou R$ 303,7 milhões, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.
Essa mudança, impulsionada por uma gestão mais focada em valor agregado, é resultado de décadas de trabalho para manter 470 famílias de produtores no campo.
A Garibaldi nasceu em 1931, em um Brasil rural, com 73 produtores que buscavam uma forma de processar e vender juntos a uva que colhiam. “Naquele momento, o espumante foi uma solução prática para dificuldades econômicas e logísticas”, explica Alexandre Angonezi, diretor-executivo da cooperativa.
Desde então, a trajetória foi marcada por ciclos de expansão e de aperto, com momentos de pujança e de dificuldade. Nos últimos 25 anos, a cooperativa entrou em um processo contínuo de recuperação e reposicionamento, buscando um perfil de cooperados com pequenas propriedades e focando na principal fonte de renda do produtor: a uva.
O primeiro passo da mudança veio com o suco de uva integral, que ganhou escala a partir de 2010 e ainda representa cerca de um quarto do faturamento. Mas o sucesso do produto revelou um limite: o suco se tornou um produto de grandes volumes, mais padronizado.
Foi nesse ponto que o espumante entrou no centro da estratégia. A partir de 2015 e 2016, a categoria foi tratada como principal alavanca de valor. Os espumantes cresceram paulatinamente e ganharam importância, puxando o caixa e ajudando a explicar o crescimento da Garibaldi em um mercado pressionado por importações.
Mais de 80% do vinho fino consumido no Brasil vem de fora, mas o espumante oferece uma competitividade melhor para o produto nacional.
Para sustentar a virada, a cooperativa acelerou os investimentos. Em 2025, foram mais de R$ 15 milhões aplicados em capacidade de armazenagem, processamento e automação. Nos últimos sete ou oito anos, foram investidos 50 milhões de reais em tecnologia e qualidade.
Esses recursos também ajudaram a reduzir a dependência de mão de obra terceirizada e a automatizar etapas sensíveis do processo. Hoje, a cooperativa não utiliza mais pessoas contratadas por terceiros, e os associados também estão automatizando no campo.
O planejamento é feito com a lógica do agronegócio, não do calendário civil. O ano da Garibaldi começa depois da safra, em abril. “Estamos agora recebendo a uva dos cooperados”, explica Angonezi. “É o trabalho de um ano inteiro chegando.” Para 2026, a expectativa é manter o ritmo e crescer pelo menos 10%.
Quase um século depois da fundação, a Garibaldi continua fazendo o que sempre fez: transformar uva em renda para centenas de famílias. A diferença é que, agora, grande parte dessa transformação borbulha dentro de uma taça.
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