De Ohio ao agronegócio: Como a RAR planeja chegar a R$ 1 bilhão até 2034?

Descubra como a RAR saiu de vacas de Ohio para um gigante! Saiba os planos ambiciosos para faturar R$ 1 bilhão até 2034.

17/04/2026 16:01

5 min

De Ohio ao agronegócio: Como a RAR planeja chegar a R$ 1 bilhão até 2034?
(Imagem de reprodução da internet).

A Trajetória da RAR: De Vacas Importadas ao Gigante do Agronegócio

No meio dos anos 1990, Raul Anselmo Randon realizou um movimento estratégico significativo ao enviar 140 vacas prenhes de Ohio, nos Estados Unidos, para o Brasil. O objetivo era estabelecer a produção de queijo tipo grana, um queijo de pasta dura com longa maturação, inspirado no grana padano italiano, em um mercado onde o produto era desconhecido.

Essa iniciativa marcou um ponto de inflexão para a empresa agrícola da família Randon, sediada em Vacaria, no norte do Rio Grande do Sul, a aproximadamente 120 quilômetros de Caxias do Sul. Atualmente, a RAR diversificou seu portfólio, produzindo além do queijo maçãs, vinhos, espumantes, azeite e embutidos, alcançando um faturamento de 550 milhões de reais em 2025.

Reestruturação e Metas Ambiciosas para o Futuro

A RAR atravessa um período de reorganização interna. A companhia está reestruturando a diretoria de suas diversas unidades de negócio com uma meta clara: atingir uma receita de 1 bilhão de reais até 2034. Sergio Martins Barbosa, presidente executivo da RAR Agro & Indústria, enfatiza a importância desse momento.

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“Alcançamos avanços importantes nos últimos anos e, para sustentar esse ritmo e seguir em direção à nossa visão de 1 bilhão de reais, entendemos que este é o momento de fortalecer a governança e ampliar a capacidade de gestão do negócio”, declarou Barbosa.

Preparando a Liderança para Escalar o Negócio

As mudanças incluem a promoção de executivos formados internamente, como Jiovani Foiatto, que assumiu a diretoria da unidade de gastronomia, e Raquel Manfredi Pandolfo, que passou a liderar a diretoria executiva. Essa movimentação visa preparar a operação para um crescimento maior, mantendo o rigor na qualidade.

O desafio de dobrar o faturamento em menos de uma década exige uma expansão da distribuição para novos mercados, sem nunca comprometer o fornecimento dos canais já estabelecidos. Em um cenário de juros elevados e consumo mais cauteloso, crescer no segmento premium demanda mais do que apenas um produto diferenciado.

As Raízes do Sucesso: Maçãs e a Virada do Queijo

A história da RAR é anterior à importação das vacas. Em 1979, o mercado de maçãs era majoritariamente abastecido por produtos externos, segundo Barbosa, que recorda os anos 1970. Os primeiros 70 hectares foram plantados em Vacaria, e o início foi desafiador, enfrentando granizo e seca no primeiro ano de colheita.

Apesar dos obstáculos, a produção conseguiu cobrir os custos, o que foi suficiente para motivar o fundador a persistir. O plantio se expandiu consideravelmente, chegando a cerca de 1.500 hectares hoje, e a maçã permanece como o pilar principal da companhia, gerando quase metade da receita.

O Impacto Transformador do Queijo Tipo Grana

O que realmente impulsionou o negócio foi a introdução do queijo. Raul Randon buscou replicar o grana padano italiano, mas o desafio era a matéria-prima: o leite cru de alta qualidade, um padrão inédito no país. A solução foi ousada.

Raul viajou para Ohio, comprou 140 vacas holandesas prenhes e as trouxe ao Brasil em dois aviões cargueiros. Com esse plantel inicial, a RAR construiu o maior rebanho leiteiro do Rio Grande do Sul. “A ideia não era fazer mais um queijo. Era fazer um queijo premium, um tipo grana”, explica Barbosa.

Atualmente, cerca de 50 mil litros de leite são processados diariamente, e a totalidade é destinada à produção de queijo.

Construindo um Portfólio Premium e Estratégico

A diversificação continuou com a produção de vinhos, iniciada em 2002, aproveitando as bodas de ouro do casamento. O que começou como uma celebração familiar transformou-se em uma linha comercial robusta. Hoje, a RAR comercializa 36 rótulos de vinhos e espumantes, com produtos próprios e importados da Itália e Argentina.

A lógica por trás de todos os movimentos foi construir um portfólio coeso, sempre ancorado na qualidade e voltado ao segmento premium. Essa estratégia implica não competir por volume. “A gente escala a empresa dentro do nosso segmento, que é o premium.

A gente não vai para o lado do ‘bastantão’, porque aí a disputa é muito grande e exige muito investimento”, afirma Barbosa.

Crescimento e Perspectivas de Mercado

Crescer no nicho premium exige um avanço metódico e estruturado. A RAR exporta maçãs para mais de 15 nações e mantém forte presença na Europa e na Ásia. No mercado interno, a expansão foca em abrir novos pontos de distribuição sem desorganizar os canais já consolidados.

A empresa também investe em lojas próprias e franquias, como a rede Spaccio RAR Gastronomia, que conta com unidades em locais como Gramado, Curitiba e Florianópolis, visando expandir para entre 20 e 50 lojas no país. Atingir o bilhão de reais até 2034 requer planejamento de longo prazo, considerando que o ciclo do queijo pode levar até 24 meses e o pomar de maçã leva anos para atingir seu potencial máximo.

Com infraestrutura robusta, incluindo 84 câmaras frias para 50 mil toneladas de maçãs, o foco agora é a execução. Das 140 vacas que cruzaram o Atlântico, a RAR consolidou o maior rebanho leiteiro do Rio Grande do Sul e o único queijo tipo grana produzido fora da Itália, mirando agora o próximo grande patamar de faturamento.

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