Durigan anuncia MP para renegociar dívidas rurais no Brasil

O ministro da Fazenda, DarioDurigan, anunciou que o governo deve editar nesta quarta – feira uma medida provisória destinada à renegociação de dívidas rurais no país.
A iniciativa visa dar suporte ao setor agrícola e estabelece condições iniciais para os agricultores endividados: juros cobrados serão limitados a até 12%, com um prazo máximo de pagamento estendido por dez anos.
Condições específicas das novas regras
Após se reunir na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB), ele detalhou as diretrizes. Durigan afirmou ter conversado previamente com diversos bancos sobre o tema.
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Segundo informações divulgadas pelo ministro, espera – se que essas renegociações tenham início imediato no mercado financeiro, podendo somar valores expressivos em torno de R100 bilhões para os produtores rurais.
O Banco do Brasil foi citado como um parceiro pronto a receber e negociar dívidas junto aos agricultores endividados, garantindo assim condições favoráveis operacionais desde já, segundo Dario Durigan.
Juros diferenciados por porte da propriedade
As regras gerais estabelecem taxas distintas dependendo do tamanho ou perfil das perdas sofridas pelos trabalhadores. Para pequenos produtores cujas dificuldades vieram após questões climáticas ou geopolíticas, o governo propõe juros anuais fixos em 6% ao ano de cobrança.
Para os médios proprietários rurais, as novas diretrizes preveem uma taxa anual mais elevada: 9%. Já para grandes propriedades que enfrentaram endividamento e prejuízos significativos, a regra geral estipula um percentual máximo de até 12% aos anos cobrados.
Apoio extra por perda extrema. Haverá condições ainda melhores disponíveis caso se trate de produtores com perdas muito expressivas decorrentes especificamente das mudanças climáticas. Nesses casos excepcionais, o prazo pode chegar a dez anos em parcelamentos flexíveis.
Neste cenário específico, os juros variarão entre 5% e 11%, oferecendo maior amplitude para que esses agricultores possam reorganizar suas finanças sem sobrecarga imediata do passivo.”
Planejamento futuro no setor agrícola
Além da medida provisória emergencial, Durigan reiterou planos mais amplos voltados à sustentabilidade financeira dos trabalhadores rurais na médio prazo. O governo pretende instituir um fundo de garantias dedicado ao suporte deste importante segmento econômico.
Para viabilização desse mecanismo estrutural, a União contribuirá com recursos complementares em até R 2 bilhões destinados exclusivamente às operações setoriais agrícolas e pecuárias brasileiras neste período seguinte.**
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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