Estados Unidos atacam posições iranianas no Golfo Pérsico

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram novos ataques contra posições iranianas nesta terça – feira (14), pouco antes de retomarem o bloqueio naval nos portos do Irã localizados no Estreito de Ormuz e em áreas vizinhas. A informação foi divulgada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM.
Segundo a comunicação militar americana, uma ofensiva começou às 15h (horário da costa leste) com objetivo específico: reduzir qualquer capacidade iraniana que pudesse atacar navios comerciais cruzando um trecho vital para as rotas marítimas globais.
Retomadas militares após falha na trégua
O CENTCOM anunciou os ataques por meio de publicação feita pela rede social X. Uma hora depois do início das operações — já pelas 16h EST —, estava prevista oficialmente a retomada o bloqueio naval no Golfo de Omã. A medida havia sido suspensa temporariamente em razão de um memorando de entendimento composto por 14 pontos, assinado entre Estados Unidos e Irã há pouco tempo neste ano passado.
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Contudo, esse acordo perdeu força nas últimas semanas quando Teerã declarou que a tréguas haviam “terminado”. O motivo apontado foi uma nova escalada na tensão regional, marcada por acusações mútuas sobre descumprimento dos termos estabelecidos anteriormente.
Por essa avaliação, Trump confirmou publicamente já na segunda – feira (data não especificada) o retorno da imposição do bloqueio ao regime iraniano. O presidente justificou isso pelo fato de considerar que Teerã havia retomado tentativas militares para controlar totalmente acesso no Estreito de Ormuz após o colapso formal desse cessar – fogo.
Impacto comercial e proposta controversa
Dados coletados em empresas especializadas em monitoramento marítimo indicam uma queda acentuada nos fluxos diários de navios comerciais pela região nas últimas semanas. Esse movimento operava abaixo dos níveis registrados mesmo durante todo período em que a trégua esteve vigente, mostrando um cenário já delicado antes do início das operações mais recentes.
Historicamente falando, até fevereiro deste ano passado, aproximadamente 20% da quantidade total de petróleo negociado no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz.
Ao anunciar o retorno desse bloqueio na Truth Social, Trump afirmou: “O Estreito de Ormuz está ABERTO e permanecerá ABERTO, com ou sem o Irã”. Além disso, ele propôs uma cobrança significativa para quem utilizasse aquela via marítima. O presidente determinou também cobraria “à taxa de 20% sobre toda a carga transportada” pela passagem naval através do estreito.
A proposta gerou ceticismo entre especialistas setoriais ligados à energia global e encontrou resistência imediata por parte das entidades que administram transporte marinho internacional.
Mudança diplomática em relação às tarifas
Críticos da medida lembraram declarações anteriores feitas até mesmo pelo próprio governo Trump, apontando o caráter ilegal dessa tentativa de taxar rotas internacionais no comércio mundial; essa pressão fez com que ele abandonasse completamente sua ideia menos de vinte e quatro horas depois.
Na manhã desta terça – feira (14), voltou a Truth Social para informar sobre uma substituição: passaria a focar não na cobrança tarifária direta. Em vez disso, propôs acordos comerciais ou investimentos futuros entre os diversos Estados do Golfo regionais junto aos próprios Estados Unidos.
Mais tarde naquele dia, durante um evento realizado em Washington DC., presidente relatou ter recebido ligações importantes de líderes estrangeiros defendendo outra alternativa à taxação da passagem pelo estreito. Segundo o relato presidencial, houve conversas com representantes dos países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e outros vizinhos locais até este momento; no entanto, nenhum desses governos anunciou novos planos para ampliar seus aportes financeiros nos EUA.
Apesar disso, Trump enfatizou que não acredita que qualquer nação deva deter esse direito exclusivo de cobrar uma taxa pela simples travessia do Estreito.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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