Executivos Alertam: Empresas Estão Investindo em IA sem Definir Problemas Relevantes

Executivos alertam: Empresas investem em IA sem foco! 🚨 Cristiano Nóbrega da Totvs aponta risco: muitas implementações são sem propósito. Descubra a estratégia

10/06/2026 10:40

2 min

Executivos Alertam: Empresas Estão Investindo em IA sem Definir Problemas Relevantes
(Imagem de reprodução da internet).

Executivos Alertam: Empresas Investem em IA sem Definir Problemas Relevantes

Durante o AI Summit, organizado pela EXAME, o chief AI officer da Totvs, Cristiano Nóbrega, destacou uma preocupação crescente no mercado: muitas empresas estão implementando inteligência artificial sem uma compreensão clara dos problemas que buscam solucionar.

A discussão, que ocorreu nesta terça-feira, 2, ressaltou a necessidade de uma abordagem mais estratégica na adoção de novas tecnologias.

Priorizando a Identificação do Problema

Nóbrega defendeu que a lógica dos projetos de IA precisa ser invertida. Em vez de começar com a tecnologia, o ponto de partida deve ser a identificação do problema específico que a empresa deseja resolver. Ele apresentou uma “pirâmide das prioridades da IA”, que sugere uma sequência lógica: começar com um caso de uso, definir os dados necessários e, por fim, escolher o modelo de inteligência artificial mais adequado.

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Essa metodologia visa evitar a criação de projetos de IA sem objetivos claros, um cenário que o executivo considera um risco significativo.

Além da IA Generativa: Uma Abordagem Gradual

O executivo enfatizou que a solução ideal para um problema nem sempre exige tecnologias de IA mais avançadas. Ele mencionou que as iniciativas podem variar desde algoritmos tradicionais e sistemas de recomendação até chatbots convencionais, passando por ferramentas de IA generativa, assistentes virtuais e agentes autônomos. A busca por soluções mais sofisticadas nem sempre representa o melhor caminho para as empresas, ressaltou.

Eficiência de Custos e Qualidade dos Dados

Nóbrega destacou a importância da “cost efficiency”, ou seja, a avaliação dos projetos de IA com base no retorno operacional e financeiro que eles geram. Ele observou que cerca de 90% dos projetos de IA envolvem engenharia de dados, indicando que o trabalho de preparação e organização dos dados continua sendo um dos maiores desafios.

A qualidade das informações utilizadas nos projetos é um fator determinante para o sucesso ou fracasso das iniciativas de inteligência artificial, segundo ele.

Evitando a ‘Espuma da IA’

O executivo alertou contra a “espuma da IA”, um termo usado para descrever o excesso de entusiasmo em torno da tecnologia. Ele aconselhou as organizações a evitar essa tendência e a se concentrarem em projetos que resolvam problemas específicos e mensuráveis, garantindo um retorno real sobre o investimento.

A palestra, parte do AI Summit, reuniu executivos interessados em estratégias de adoção de inteligência artificial em ambientes corporativos.

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