Genial Quaest: Eleitores pedem fim da escala semanal em Brasil

Eleitores defendem fim da escala semanal em levantamento do Instituto Genial Quaest, revelando divergências sobre redução de jornada laboral.

15/07/2026 09:15

3 min

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Uma pesquisa realizada pelo instituto Genial e Quaest divulgou nesta quarta – feira dados importantes sobre o desejo dos eleitores por mudanças na jornada de trabalho no Brasil.

Segundo os números coletados entre 10 a 13 de julho em mais de 2 mil entrevistados (com margem de erro de dois pontos percentuais), grande parte do público demonstra apoio ao fim da escala semanal tradicional, mas há divergências quanto à redução geral das horas trabalhadas.

A matéria está registrada sob o número BR 07181/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE.

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Os eleitores mostraram forte inclinação pelo encerramento total ou parcial da rotina que exige trabalho seis vezes por semana; 69% manifestaram ser favoráveis a essa mudança.

Em relação diretamente à diminuição do tempo de serviço semanal, os dados apontam para um apoio significativo em torno de 22%. Outros percentuais indicaram falta de opinião formada — com quatro pontosou não souberam responder. A pesquisa também questionou se o público realmente trabalharia menos horas caso tal fim fosse aprovado:

Nesse quesito específico sobre redução na carga horária é mais comum ver uma divisão: cinquenta por cento dos eleitores afirmaram reduzir as semanas trabalhadas e quase metade (45%) discorda dessa possibilidade.

Avaliação da renda familiar após programas governamentais

A Genial Quaest avaliou ainda a percepção do cidadão em relação aos auxílios financeiros lançados pelo governo Lula, como os desdobramentos de dívidas ou isenções fiscais. Sobre o programa Desenrola 2.0 — lançado no mês passado —, foi apurado que um pouco menos da metade das pessoas conhecem sobre sua existência; portanto, há uma parcela considerável desconhecida até agora.

Em termos gerais, apenas treze por cento dos entrevistados disseram ter sido beneficiadas pelas medidas financeiras e quase noventa por cento afirmaram não sentir qualquer benefício para suas famílias. A maioria absoluta (65%) também relatou não ser contemplada pela recente isenção do Imposto de Renda destinada a quem ganha mensalmente em até R 5 mil reais pelo governo Lula.

Como o tempo extra seria usado

Questionado sobre como aproveitariam uma eventual redução na jornada semanal ou nos dias úteis, os eleitores apontaram prioridades claras. O maior grupo — cinquenta e três pontos percentuais— declarou que usaria esse novo tempo livre exclusivamente para descansar e passar mais momentos com familiares.

Outras intenções foram registradas: treze por cento disseram buscar outra fonte de renda no período não trabalhado; já doze% indicaram usar a folga dedicada aos estudos.

Sobre as dívidas em geral, 31% dos entrevistados afirmaram viver sem débitos pendentes enquanto quase metade (47%) relatou ter poucas obrigações financeiras.”

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