Google e Departamento de Guerra unem forças em parceria com IA controversa

Google e Departamento de Guerra unem forças em parceria de IA! Inteligência artificial do Google, incluindo Gemini, será usada pelo Pentágono. Restrições e

18/05/2026 15:19

3 min

Google e Departamento de Guerra unem forças em parceria com IA controversa
(Imagem de reprodução da internet).

A Alphabet, empresa controlada pelo Google, formalizou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, agora denominado Departamento de Guerra. O acordo visa permitir que o órgão governamental utilize a inteligência artificial (IA) da gigante da tecnologia para fins militares.

De acordo com informações divulgadas pelo The Information, a colaboração possibilita que o Pentágono explore a IA para diversas finalidades governamentais, desde que estejam em conformidade com a legislação americana.

Restrições e Supervisão Humana

O contrato estabelece limites importantes para o uso das IAs do Google, como o Gemini. A tecnologia não poderá ser empregada em atividades de vigilância em massa ou no desenvolvimento de armas autônomas sem a supervisão de pessoal humano. A estratégia central é garantir que a tecnologia seja utilizada com cautela, estando sempre disponível para análise humana em todos os projetos, tanto classificados quanto não classificados.

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“Acreditamos que fornecer acesso à API de nossos modelos comerciais, incluindo na infraestrutura do Google, com práticas e termos padrão do setor, representa uma abordagem responsável para apoiar a segurança nacional”, declarou o governo ao The Information.

Outras Empresas Participam do Desenvolvimento

A Alphabet não é a única empresa a se envolver no desenvolvimento de IA para uso governamental nos Estados Unidos. A OpenAI, que comanda o desenvolvimento da tecnologia, firmou um acordo de US$ 200 milhões que permite o uso da IA em atividades de inteligência e sistemas autônomos, sob “rigorosa verificação”, conforme divulgado pela empresa em seu site.

Em fevereiro, a IA desenvolvida pela equipe da OpenAI também entrou na disputa, com sistemas governamentais utilizando o Grok em sistemas não classificados do exército.

Substituição do Gemini e Desafios

O Gemini, antes o robô preferido para uso do órgão, foi substituído por alternativas similares enquanto os Estados Unidos travava debates públicos com a Google. A ruptura teve início com a recusa da empresa de IA em permitir o uso das tecnologias para fins militares, como vigilância em massa e desenvolvimento autônomo de armas.

A empresa, no entanto, continua com projetos que incluem a chegada do Claude Mythos Preview para uso governamental.

Reação dos Funcionários do Google

Em resposta à novidade, centenas de trabalhadores do Google enviaram uma carta conjunta aos líderes da empresa, solicitando a rejeição do acordo. A carta, obtida pelo The Washington Post, foi assinada por funcionários de todos os níveis hierárquicos, incluindo diretores e vice-presidentes.

A mensagem expressava preocupação de que a associação do Google a projetos com potencial de causar danos pudesse ser evitada rejeitando qualquer carga de trabalho classificada. “A única maneira de garantir que o Google não seja associado a tais danos é rejeitar quaisquer cargas de trabalho classificadas.

Caso contrário, tais usos podem ocorrer sem nosso conhecimento ou poder para impedi-los”, dizia parte do texto, redigido coletivamente.

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