Governo dos EUA pode taxar exportações brasileiras em US14,9 bi

O governo dos Estados Unidos pode aplicar tarifas adicionais em mais de 14,9 bilhões de dólares em exportações brasileiras, atingindo um total de 4 mil e 187 produtos nacionais.
Essa projeção foi divulgada nesta segunda – feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), alertando para o impacto que duas investigações do Escritório de Representação Comercial dos EUA (USTR) podem causar no comércio bilateral com o Brasil.
Novas taxas ameaçam elevar impostos sobre bens brasileiros
A estimativa leva em conta novas recomendações feitas pelo USTR. As análises se baseiam tanto na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, quanto supostas falhas nos mecanismos de fiscalização relacionados a trabalho forçado dentro das cadeias produtivas brasileiras.
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Atualmente, os produtos citados já estão sujeitos a uma tarifa adicional fixada anteriormente: um acréscimo inicial de 10%, determinado pela administração anterior do governo dos EUA e ligado à gestão Donald Trump. No entanto, caso o novo “tarifaço” seja implementado integralmente, haveria mais dois saltos percentuais sobrepostos aos impostos atuais.
Isso resultaria em um aumento total significativo para as empresas exportadoras; seria adicionado ainda uns 27,5 pontos percentuais ao valor existente, elevando drasticamente a taxa final desses bens brasileiros até atingir patamares recordes como os 37,5% totais.
Impacto setorial: quais produtos podem ser afetados
Os itens que correm risco de serem taxados com essa nova alíquota são diversos e abrangem setores variados da indústria nacional. Entre eles estão o ferro – gusa não ligado, açúcar de cana sólido bruto, sebo não comestível e álcool etílico sem desnaturarização.
Outros materiais listados incluem molduras padrão de pinho para madeira, tabaco curado por fumaça ou processamento específico, peptonas em seus derivados, compensado feito de pinus, granito monumental usado na construção civil até estacas, paliças, postes e trilhos feitos à base de madeira; além do hidróxido de alumínio também está sob risco tarifário.
Relações comerciais brasileiras são o foco da preocupação
O presidente da CNI, Ricardo Alban, manifestou grande apreensão com a situação. Ele alertou que um novo aumento tributário comprometeria uma relação comercial construída ao longo de décadas entre os dois países envolvidos no comércio internacional.
“Estamos falando de cadeias produtivas altamente integradas,” afirmou Albanese em suas declarações para jornalistas. Segundo ele, muitos produtos brasileiros têm papel essencial e insubstituível na manutenção das operações industriais norte – americanas.”
Apesar do parecer técnico emitido pelo USTR sobre as novas taxas recomendáveis, é importante notar o posicionamento final: apenas Donald Trump terá autoridade decisória quanto à imposição ou não dessas tarifas adicionais aos bens exportados por Brasil.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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