Ibovespa Dispara com Inflação Abaixo e Dólar Estabiliza-se

Ibov dispara com expectativa de cortes nesta taxa Selic e dólar permanece firme no mercado externo.

28/07/2026 11:23

4 min

Ibovespa: tensões geopolíticas aumentaram nesta segunda-feira, 18.
Ibovespa: tensões geopolíticas aumentaram nesta segunda-feira, 1...

O Ibovespa operou em forte alta nesta terça – feira, dia 21, impulsionado pela divulgação do IPCA-15 de julho. A prévia da inflação veio abaixo das expectativas apontadas pelo mercado financeiro e reforçou a percepção geral sobre o espaço para cortes na taxa básica de juros no Brasil.

Por volta das 11h 20, principal índice negociado na B 3 subia significativamente: ele estava cotado aos 177.132 pontos, com um aumento expressivo de 1,03%. Em contrapartida ao movimento positivo dos índices acionários nacionais, o dólar comercial manteve sua tendência altista observada desde a véspera, atingindo R 5,123 após subir 0,22%.

Setores e empresas lideram ganhos em meio à expectativa por juros menores

A movimentação positiva foi notável no setor energético brasileiro; enquanto as ações ordinárias da Petrobras (PETR 3) avançavam robustamente 2,02%e as preferenciais (PETR 4) subiam 1,46%, os papéis de Vale (VALE 3), um dos maiores pesos do índice, registravam recuo ligeiramente mais acentuado (-0,55%.

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Outros setores também contribuíram para o bom desempenho. A maioria das companhias financeiras teve alta nas suas respectivas unidades: BTG Pactual (BPAC 11) sobiu quase 1%; Santander (SANB 11) avanzou em 0,62%. O Bradesco (BBDC 4) registra uma elevação de 0,37% e Banco do Brasil (BBAS 3) segue com ganho de 0,49%, embora as preferenciais do Itaú (ITUB 4) operem praticamente estáveis.

Análise da inflação doméstica versus riscos externos

O otimismo no mercado é diretamente ligado ao resultado divulgado sobre a prévia da inflação. Segundo dados referentes à segunda – feira passada na Bovespa, o IPCA subiu apenas 0,06%em julho; este valor representa forte desaceleração se comparado aos 0,41% registrados ainda em junho — sendo também um dos menores resultados mensais desde julho de 2023.

“Este indicador reforça uma melhora clara do cenário doméstico”, esclareceu Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas. Contudo, ele alertou que os riscos externos continuam limitando totalmente qualquer movimento excessivo no mercado acionário e cambial.

Ele pontuou: “Se as tarifas reduzirem exportações brasileiras ou ampliarem a tensão comercial, o dólar poderá ganhar força mesmo com a inflação doméstica mais baixa.”

Mercados globais acompanham sinais positivos em commodities

No exterior, investidores observaram recuos nos preços internacionais das principais referências de petróleo devido aos avanços nas conversas sobre segurança na rota do Estreito de Ormuz — um ponto estratégico para transporte global da commodity.

O Brent (para outubro) caía 1,34%, negociado por US 87,18; já o West Texas Intermediate (WTI), referente ao mês de setembro, registrava queda de 1,28%.

Enquanto isso, os índices americanos operavam com pouca direção única antes da decisão dos juros pelo Federal Reserve e em meio à temporada intensa de balanços corporativos: Dow Jones subia moderadamente 0,71%, mas SP 500 recuava ligeiramente (-0,12%).

Bolsas europeias e asiáticas refletem a pressão sobre chips

Na Europa, as principais bolsas mantiveram – se próximas do equilíbrio. O Stoxx 600 mostrava queda mínima (–0,07%), enquanto o DAX alemão caía –0,15%. Já Londres avançou com um ganho modesto no FTSE 100 (+0,31%) e Paris registrou alta de +0,04%.

“A composição do índice demonstra uma desinflação mais disseminada”, afirmou Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital. Ele ressaltou que essa inflação comportada devolve ao Banco Central brasileiro espaço para voltar a cortar juros em agosto.”

Foco na política monetária americana

O mercado global continua atento à decisão sobre os juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed), agendado logo após o fechamento dos negócios americanos. As expectativas predominantes apontam apenas manutenção das taxas americanas entre 3,50% e 3,75%. A volatilidade é acentuada pela pressão de vendas no setor semicondutor: ETFs como Van Eck Semiconductor (SMH) recuavam cerca de 3%, puxados por quedas nas ações da Micron ou Western Digital.

Na Ásia também se nota essa cautela. O Nikkei japonês despencou em um índice expressivo de 3,95%**. Por outro lado, os mercados chineses apresentaram queda com o Shanghai Composite registrando -1,16%, refletindo a continuidade dessa correção que atinge empresas ligadas ao segmento de chips na região asiática.

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