Banlek captura momentos esportivos amadores com sistema digital e venda online

O mercado fotográfico brasileiro mudou drasticamente: hoje não basta ter agendas cheias com casamentos ou eventos corporativos. Em vez disso, empresas estão construindo modelos digitais baseados nos momentos cotidianos dos atletas amadores.
A Banlek transformou essa lacuna ao criar um sistema onde os profissionais vão diretamente aos treinos esportivos— seja corrida, surf ou pedaladas —, registrando quem está presente nesses locais e submetendo as imagens à plataforma digital do grupo.
Como funciona a captura de fotos em ambientes abertos
Para o consumidor final, o processo é simples e altamente tecnológico. Basta enviar uma selfie pelo site da empresa para que ela utilize reconhecimento facial, devolvendo todas as fotografias disponíveis na qual ele aparece; essas artes estão prontas para venda com preço médio por foto girando cerca de 20 reais.
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A maior parte das vendas ocorre no segmento amador – esportivo: desde corridas até beach tennis ou crossfit. Os fotógrafos parceiros capturam os momentos nos locais movimentados — como praias, estádios ou pistas —, subindo depois todo esse material digitalizado à plataforma centralizada pela Banlek em PetrópolisRJ (agora sediada em São Paulo.
Estratégia e crescimento internacional da empresa
Fundada originalmente em 2020, a companhia vive um período intenso de expansão tanto nacional quanto globalmente. Em termos financeiros, o desempenho foi notável; já havia vendido mais de R 400 milhões com fotos e vídeos apenas no ano de 2025.
Além disso, nesse mesmo biênio, iniciou sua operação na Europa — que rendeu pouco mais de 300 mil euros nos primeiros dois meses —, além de começar uma transição interna dos processos operacionais para agentes avançados de inteligência artificial (IA.
Meta ambiciosa até 2027. Com a aceleração da presença internacional prevista em pauta, os planos apontam um cruzamento bilionário: o grupo projeta atingir R 1 bilhão em vendas brutas já no início do ano de 2027.
A meta financeira estabelecida especificamente para 2026 é alcançar receita na casa dos R 50 milhões. Segundo dados internos divulgados pela empresa, esse valor pode dobrar dependendo exclusivamente do desempenho que for registrado durante o segundo semestre fiscal.
O impacto das novas tecnologias e parcerias
Jonathas Guerra, CEO e sócio – fundador da Banlek (junto com Maria Eduarda Guerra), enfatiza a importância dessa mudança tecnológica ao afirmar: “Eu sou aquele cara que é obcecado pelo cliente”.
Nos últimos doze meses de operação, houve uma reorganização completa em torno da inteligência artificial no negócio. A tecnologia assumiu tarefas antes realizadas por equipes inteiras; os agentes autônomos absorveram entre 70% e 80% o trabalho complexo na verificação de risco.
A experiência europeia. O movimento internacional começou mais cautelosamente lá para 2024, mas ganhou muita força nos anos seguintes. Em apenas seis meses operando fora do Brasil — incluindo Portugal, Espanha, Finlândia, França ou Irlanda —, a empresa reportou vendas superiores a R 1 milhão já naquele período inicial.
Para consolidar essa presença no continente, Banlek realizou aquisições estratégicas: comprou os serviços da Epics (uma firma com histórico superior aos quinze anos) por nove milhões e meio em reais; também incorporou o serviço Surf Mappers, focado nas áreas esportivas externas de circulação.
Desafios competitivos na manutenção da liderança
Com cerca de sete décimos percentuais do mercado fotográfico amador brasileiro — segundo dados internos –, a companhia se tornou alvo constante. Guerra reconhece que há uma disputa mais acirrada pelo profissional nos últimos meses contra ofertas agressivas das concorrentes plataformas digitais.
Para proteger sua posição no Brasil – onde principal rival é citada Foto Top —, Banlek tem lançado funcionalidades exclusivas à plataforma para dificultar qualquer cópia por parte dos rivais ou outras empresas menores, como o iFood e Uber fazem em seus respectivos setores operacionais atuais.
O modelo financeiro da fotografia esportiva
A estrutura de ganhos envolve comissão sobre as vendas realizadas na plataforma digital (até 10%) e um percentual menor — cerca de cinquenta% — quando se trata do envio físico dessas fotos impressas pelos parceiros logísticos. A empresa também diversifica a receita através de assinaturas premium que complementam os produtos físicos vendidos aos clientes finais.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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