Suécia resiste à onda tecnológica em Allsvenskan após debate sobre VAR

Suécia mantém tradição em Allsvenskan, resistindo à adoção controversa da tecnologia VAR para preservar experiência autêntica no futebol europeu.

14/07/2026 10:02

3 min

VAR: o sistema é formado por uma equipe de juízes e ex-juízes de futebol. Eles ficam em uma central de vídeo fora do estádio acompanhando toda partida por vários monitores de TV
VAR: o sistema é formado por uma equipe de juízes e ex-juízes de...

Apesar da ampliação do número de seleções e o uso avançado em três países durante a Copa, um tema se destacou entre os torcedores: a insatisfação com as decisões revisadas pela tecnologia.

Gols anulados ou expulsões transformaram o VAR — Video Assistant Referee — num dos assuntos mais debatidos fora das quatro linhas ao longo da competição internacional. O debate sobre como essa ferramenta impacta o futebol está reacendendo intensamente na Europa.

Suécia resiste à onda tecnológica

Enquanto praticamente todas as principais ligas europeias já adotam sistemas tecnológicos auxiliares aos árbitros de campo, Suécia permanece sendo uma exceção notável no cenário esportivo continental. A Allsvenskan é a única liga entre os 30 maiores campeonatos nacionais do continente que ainda não utiliza esse tipo de tecnologia revisional em suas partidas atuais.

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A decisão sueca foi tomada durante um período específico da competição e se consolidou após forte mobilização dos torcedores locais. Segundo o Wall Street Journal (WSJ), como os clubes são majoritariamente controlados por seus associados na Suézia, essa resistência das arquibancadas impediu formalmente aprovação dessa medida pela federação local.

Para boa parte dos fãs nórdicos, preservar aquela emoção imediata — seja ela marcada ou anulada —, vale mais para a experiência esportiva geral do que eliminar todos os possíveis erros humanos cometidos pelos árbitros de campo em tempo real.

O debate sobre VAR no futebol europeu

A ausência da tecnologia não significa um jogo sem equívocos. A própria liga sueca apontou nos dez primeiros jogos desta temporada cinco lances onde houve validações e anulações consideradas incorretas pelas fontes locais. Mesmo assim, dirigentes afirmam considerar esse índice aceitável pela torcida local; eles preferem conviver com falhas humanas ao invés das longas interrupções constantes causadas por revisões tecnológicas durante o fluxo dos minutos decisivos do jogo.

Como a Copa expandiu uso de tecnologias auxiliares?

Em grandes torneios como “a Copa”, os sistemas tecnológicos vão além da função tradicional do VAR em relação às faltas ou gols claros – óbvios. A competição utiliza também impedimento semiautomático para detectar toques quase imperceptíveis e oferece aos árbitros um volume ainda maior de informações visuais sobre cada lance jogado no campo verde.

Contudo, esse aumento na presença tecnológica não diminuiu as críticas; pelo contrário: comparativamente à edição anterior (sem citar o ano), mais lances foram anulados durante a reta final das partidas internacionais — incluindo decisões tomadas já nos acréscimos —, conforme apurou o WSJ. A Fifa mantém sua confiança nesses sistemas revisionais, garantindo que eles continuarão fazendo parte do calendário em próximas edições mundiais.

As controvérsias geram debate global

Ao longo de todo torneio mundialista, diversos episódios alimentaram discussões intensas entre jogadores e torcedores sobre os limites da tecnologia no esporte profissional.

Um dos momentos mais contestados foi na fase de quartas – de – final quando um suíço sofreu uma falta contra a Argentina; inicialmente havia suspeita de infração direta, mas o VAR concluiu pela simulação excessiva por parte do atacante. O jogador recebeu seu segundo cartão amarelo neste episódio específico. Outros casos também causaram incômodo: egípcios questionaram anulações em gols marcados diante da Argentina, enquanto representantes noruegueses levantaram dúvidas quanto ao uso das câmeras suspensas e cabos durante as filmagens oficiais no campo ou nas áreas.

Apesar dessas críticas generalizadas sobre os minutos gastos com revisões para confirmar pênaltis — um processo que já levou mais de três minutos —, a FIFA segue defendendo integralmente sua implementação tecnológica nos grandes eventos esportivos internacionais hoje realizados na Copa do Mundo Mundial.

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