Ínflando em baixa: CPI nos EUA reduz a taxa anual

CPI nos EUA reduz taxa anual com queda acentuada em preços energéticos, sinalizando mudança significativa na política monetária.

14/07/2026 11:43

3 min

O preço da gasolina caiu 9,7% apenas em junho
O preço da gasolina caiu 9,7% apenas em junho

A taxa de inflação nos Estados Unidos surpreendeu novamente o mercado neste mês: segundo dados divulgados sobre Índice de Preços ao Consumidor (CPI), houve uma desaceleração mais ampla comparada aos períodos anteriores.

O índice caiu 0,4% na comparação mensal – um dos maiores recuos desde abril de 2020 — reduz a variação acumulada anual para 3,5%, saindo os consumidores da marca anterior em relação à meta estabelecida pelo Federal Reserve e marcando mudança significativa na composição do aumento americano.

Queda acentuada no setor energético impulsiona resultado

A forte retração nos preços energéticos foi o principal motor por trás desse movimento. A queda registrada neste segmento atingiu -5,7% apenas em junho.

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Esse desempenho compensou as altas observadas nas categorias como alimentação e habitação, gerando a maior diminuição mensal que o índice apresentava desde o auge pandêmico dos custos de vida. O fator mais determinante para essa reversão foram os combustíveis; especificamente, houve uma redução expressiva de 9,7% na gasolina somente durante aquele mês.

Os altos acumulados no setor energético meses antes — com aumentos significativos registrados entre março (10,9%), abril (3,8%) e maio (3,9%) – permitiram um impacto imediato sobre toda inflação geral.

Apesar da melhora do indicador agregado, é importante notar que a energia ainda está custando 15,7% mais caro em comparação ao ano anterior, refletindo o acúmulo total de valorização dos preços. No entanto, essa desaceleração não se limitou aos itens considerados os mais voláteis na economia americana.

Núcleo subjacente mostra moderações importantes

O núcleo da inflação — cálculo feito sem considerar alimentos ou energia —, monitorado atentamente pelo Federal Reserve e responsável pela maior parte das variações mensais no índice habitacional avançar apenas 0,1%. Este foi um recuo significativo para este indicador que já havia registrado sua menor variação desde janeiro de 2021.

Tanto o custo do aluguel quanto aquele equivalente dos proprietários perderam intensidade. Além disso, houve uma queda notável nos custos relacionados à hospedagem fora de casa em -2,3% neste período.

Fora a moradia, outras categorias também sinalizaram moderação na inflação persistente: seguros veiculares caíram 2%, e os preços de serviços como comunicação, vestuário, automóveis usados e assistência médica registraram reduções ou quedas acentuadas no mês passado.

Em contrapartida aos recuos gerais, setores específicos continuaram com aumentos mais altos; lazer, artigos para o lar (casa) e cuidados pessoais seguiram registrando elevação. A alimentação permaneceu relativamente estável — subiu apenas 0,2% pelo segundo período consecutivo —, embora em supermercados tenha havido maior pressão por carnes e ovos, destacando – se a alta de 4,3% nos custos dos ovos.

Desigualdade na convergência da inflação

Apesar do índice agregado apresentar melhora geral no mês passado, alguns componentes apontam que a volta à meta pode ocorrer sem uniformidade entre os setores.

As tarifas aéreas acumulam um aumento expressivo de 26,5% ao longo dos últimos 12 meses. Além disso, o custo com alimentação fora de casa continua subindo acima de 3% anualmente; esse cenário reflete ainda altos gastos e pressões contínuas em todo o setor prestador de serviços.**

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