Ibovespa recua 0,93%, Banco Comercial Brasil lidera perdas

Ibovespa registra queda acentuada com perdas generalizadas no setor bancário devido à menor atuação estrangeira.

07/07/2026 08:44

4 min

Bolsa: No mercado cambial, o dólar opera com queda de 0,49%, cotado a R$ 5,5148 Germano Lüders 20/10/2016
Bolsa: No mercado cambial, o dólar opera com queda de 0,49%, cot...

O Ibovespa registrou queda significativa nesta segunda – feira (6), encerrando em -0,93% aos 172.447 pontos. O índice devolveu boa parte dos ganhos acumulados nas duas sessões anteriores e teve um giro financeiro reduzido de R 17,2 bilhões.

Esse fluxo mais fraco foi atribuído à menor participação do investidor estrangeiro no mercado brasileiro, mesmo com o desempenho positivo observado nações como Nova York nos índices globais da semana passada.

Queda das grandes ações puxa a referência

Dos 78 papéis que compõem o Ibovespa, foram 55 os ativos negociados em baixa durante todo o dia. As maiores perdas vieram impulsionadas por empresas importantes para o índice acionário nacional.

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Totvs (TOTS 3) liderou as quedas entre os componentes principais, recuando -4,67%. Lojas Renner (LREN 3), Braskem (BRKM 5) e Petrobras também sofreram com desvalorizações expressivas no pregão de segunda – feira.

Bancões acompanham a tendência negativa

O setor bancário não foi exceção à queda geral do mercado; todos os grandes bancos registraram perda percentual em relação ao fechamento anterior. O Banco do Brasil (BBAS 3) caiu 1,05%, enquanto o Santander Brasil (SANB 11) teve um retrocesso menor (-0,41%.

Outros players financeiros como BTG Pactual (BPAC 11), Itaú Unibanco (ITUB 4) e Bradesco (BBDC 4) também seguiram essa trajetória de baixa no índice.

Análise econômica: Inflação sob controle

Em outro movimento relevante para a economia brasileira, foi divulgado mais cedo pelo Banco Central o Boletim Focus com novas projeções. A expectativa do mercado sobre a inflação medida por IPCA em 2026 diminuiu ligeiramente, passando dos 5,33% originais para apenas 5,30%.

As estimativas futuras da Selic permaneceram inalteradas; contudo, houve um pequeno aumento na previsão de inflação projetada para 2027 (de 4,17% para 4,18%). Para os anos seguintes — como 2028 e 2029 —, as expectativas ficaram estáveis.

Cenário externo: Dólar cai apesar do exterior

Apesar das bolsas americanas fecharem em alta nesta segunda – feira impulsionados por gigantes tecnológicos, o dólar comercial brasileiro fez a leitura contrária. O câmbio registrou queda expressiva no dia (-0,70%), sendo cotado aos R 5,132 ao final dos trabalhos de negociação.

O que moveu mercado financeiro?

Os investidores acompanharam atentamente declarações feitas pelo diretor Christopher Waller, membro do Federal Reserve (Fed). Ele reforçou seu compromisso com as metas inflacionárias e afirmou não defender juros baixos apenas para beneficiar o governo americano.

Além disso, manteve – se em foco internacionalmente tanto os indicadores econômicos da Europa quanto a audiência pública realizada pela USTR nos Estados Unidos. Esta última discute uma possível tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

“A cautela é necessária diante dessa possibilidade tarifária”, alertou Sidney Lima, analista CNPI da Ouro Preto Investimentos. Segundo ele, se essa medida avançar, “o impacto tende a aparecer primeiro no câmbio […] porque o mercado passa a precificar perda de competitividade”.

Petróleo e mercados globais

Techs impulsionam Nova York; Petróleo cai. As bolsas americanas encerraram em alta nesta segunda – feira (6), puxadas pelo desempenho robusto das empresas do setor tecnológico americano. Foi registrado um avanço significativo nos índices Dow Jones Industrial Average (+0,29%), SP 500 (+0,72%) e Nasdaq Composite (+1,12%.

Entre os destaques diários no exterior estava Micron, que subiu -0,96% após anunciar acordo de fornecimento para a Ford. Por outro lado, Microsoft caiu ligeiramente (-0,96%) depois de comunicar demissão de cerca de 4,8 mil funcionários.

Opep+ aumenta produção global. No mercado energético, o fechamento foi em baixa devido à expectativa crescente sobre aumento da oferta mundial do petróleo. A Opep+, por sua vez, confirmou um acréscimo na capacidade produtiva total: mais 188 mil barris por dia já partirão em agosto.

“A redução das tensões entre Estados Unidos e Irã manteve fluxo normal pelo Estreito de Ormuz”, acrescentaram os analistas que acompanharam a matéria – prima energética no final dos trabalhos comerciais. Brent para setembro caiu -0,18%, chegando aos US 71,99; enquanto o WTI recuou -0,20% até atingir US 68,55.”

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