Irã e EUA trocam tiros perto do Estreito de Ormuz; preço da cesta sobe

Irã e EUA intensificam confrontação perto Estreito de Ormuz, elevando preocupações com preço da cesta básica.

20/07/2026 09:56

3 min

Estreito de Ormuz: abertura da rota de escoamento do petróleo segue incerta.
Estreito de Ormuz: abertura da rota de escoamento do petróleo se...

A tensão militar entre Estados Unidos e Irã atingiu um novo pico nesta segunda – feira, dia 20 de maio, com trocas intensas de tiros perto do Estreito de Ormuz. O confronto não só elevou preocupações sobre a segurança da rota global de petróleo como também impulsionou os preços das commodities.

O conflito entrou no nono dia consecutivo sem sinais visíveis de desescalada após uma nova rodada de ataques que ocorreu durante a madrugada desta manhã. As forças americanas realizaram bombardeios contra alvos militares iranianos enquanto Teerã retaliou atacando bases dos EUA localizadas na Jordânia, Síria e Kuwait.

Escalada militar em pontos estratégicos

Segundo o Comando Central (Centcom) americano, esta ofensiva teve por objetivo reduzir gradativamente a capacidade do Irã atacar embarcações comerciais nas proximidades da entrada do Estreito de Ormuz— um ponto vital para transporte mundial de petróleo.

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As autoridades americanos não divulgaram quais instalações foram atingidas pelos ataques mais recentes. Por sua vez, a Guarda Revolucionária Islâmica confirmou que os alvos incluíram aeroporto em Aqaba, na Jordânia, além de bases no Kuwait e Síria.

Impacto econômico global após confrontos

Os reflexos dos combates já começaram a ser sentidos nos mercados globais. Dados divulgados pela Bloomberg mostram uma queda drástica: apenas quatro embarcações cruzaram Ormuz neste domingo, um volume muito abaixo do registrado o dia anterior.

A escalada militar impulsionou diretamente as commodities energéticas; nesta segunda – feira (dia 20), o barril do Brent voltou a ultrapassar os US 90 em função da preocupação com possíveis interrupções na oferta de energia mundial.

Em meio aos ataques contínuos, líderes diplomáticos mantiveram posturas distintas sobre negociações futuras. O secretário americano Marco Rubio afirmou que Washington continuará atacando posições iranianas enquanto Teerã manter ofensivas contra navegação comercial no Estreito e só buscará uma solução negociadora caso esses atos cessem.

Balanço geral desde o início do conflito. O confronto teve seu marco inicial em 28 de fevereiro deste ano (referência), quando Estados Unidos e Israel lançaram ações militares direcionadas a instalações ligadas aos programas nuclear e mísseis iraniano.

Desde então, milhares de pessoas morreram principalmente dentro do território iraniano ou na região do Líbano. O Pentágono reportou que houve um total de 17 mortes entre os militares americanos no período da guerra; além disso, mais de 420 soldados ficaram feridos.

Posicionamentos sobre negociações. Apesar dos ataques em curso, autoridades iranianas sinalizaram a abertura para o diálogo e mediadores como [nome omitido] voltaram a apresentar propostas visando retomar as conversações.

O governo iraniano reiterou estar aberto à solução pela via diplomática. Contudo, ele enfatizou que não aceitará discutir qualquer acordo enquanto estiver sob ataque militar ativo na região do Estreito de Ormuz.

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