Irã ataca forças americanas no Estreito de Ormuz; militares mortos

Ataque iraniano no Estreito de Ormuz causa morte de militar americano; tensão global se intensifica com retaliação imediata.

18/07/2026 17:49

4 min

Imagens divulgadas pelas forças iranianas mostram o lançamento de foguetes em direção a alvos em países do golfo – foto: sepahnews.com/AFP
Imagens divulgadas pelas forças iranianas mostram o lançamento d...

Dois militares americanos morreram em ataques orquestrados pelo Irã contra forças americanas no Estreito de Ormuz neste sábado (18). O episódio marca as primeiras baixas norte – americanas desde que os confrontos entre Washington e Teerã foram retomados há pouco mais de um mês.

Um terceiro militar está considerado desaparecido após a troca intensa de mísseis e drones iranianos ocorrida ainda sexta – feira. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), foi esse ataque complexo na região do Golfo Pérsico.

Escalada das tensões: Acusações mútuas

Em meio à escalada, líderes religiosos elevaram o tom da disputa geopolítica. Na televisão estatal iraniana divulgou uma mensagem em que Aiatolá Mojtaba Khamenei declarou impor aos EUA “lições inesquecíveis”.

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O líder supremo acusou Washington por violar repetidamente um memorando de entendimento assinado entre os dois países no dia 17 de junho com objetivo de cessarem as hostilidades. Ele afirmou ainda publicamente que a assinatura do presidente norte – americano Donald Trump não possui valor.

Impacto das ações iranianas na infraestrutura vizinha

Kuwait acusa Irã e alerta sobre ataques contra serviços essenciais

Mais cedo, o ataque iraniano atingiu novamente instalações críticas dentro do Kuwait pelo segundo dia consecutivo em meio aos confrontos. As autoridades kuwaitianas informaram ter sido alvo um local petrolífero classificado como “vital” para a economia nacional.

Além disso, as operações de várias unidades pertencentes tanto à usina elétrica quanto ao sistema de dessalinização de água foram interrompidas pelos impactos dos mísseis iranianos na infraestrutura civil essencial da região.

Bahreim registra explosões e intercepta nova onda

O governo do Kuwaite condenou veementemente os ataques contra essas “infraestruturas essenciais”, pois eles colocam em risco direto não só o patrimônio econômico mas também a vida e segurança das pessoas civis. O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que reúne as monarquias petrolíferas, classificou todas estas ações como “crimes de guerra”.

Em Bahrein foram registradas diversas ocorrências de detonação na cidade de Manama após serem acionadas sirenes gerais de alerta para toda população.

Disputa por recursos: Acusações sobre danos ambientais

Irã aponta destruição americana; EUA negam ataques em área civil

No Irã mesmo, autoridades da província de Hormozgan, localizada às margens do Estreito de Ormuz, acusaram os Estados Unidos. Segundo o relato iraniano, forçasamericanas teriam causado a completa destruição tanto de uma estação que bombeia água do mar quanto de um transformador elétrico ligado à usina local de dessalinização.

Por outro lado, as informações divulgadas pelo Exército norte – americano foram diferentes: eles relataram terem atacado durante período noturno apenas “sistemas de vigilância”, além de “infraestruturas logísticas militares”, depósitos subterrâneos armados e meios marítimos específicos da região sem mencionar qualquer alvo civil em suas declarações oficiais.

Estreito de Ormuz volta ao centro dos conflitos

Confrontos atingem nível inédito no Estreito estratégico do Golfo Pérsico

Os confrontos alcançaram um patamar nunca antes visto desde o cessar – fogo firmado ainda em abril, que havia sido estabelecido para encerrar a guerra iniciada pela ofensiva israelense americana contra Irã. Os incidentes também se multiplicam intensamente na área portuária e marítima conhecida como Estreito de Ormuz.

A passagem da navegação comercial por essa rota estratégica era uma das principais conquistas negociadas pelo acordo assinado há pouco mais de dois meses; contudo, hoje esse tráfego voltou ao estado quase paralisado devido à tensão militar constante. Na prática Detalhes do bloqueio

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O cenário geopolítico após os ataques

As autoridades iranianas já haviam acusado Washington antes sobre o bombardeamento em sua rede elétrica nacional e estruturas vitais como pontes ou sistemas de telecomunicações. O governo iraniano considera essas ações um claro “crime de guerra”.

Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde iraniano, desde 27 de junho houve cinco mortos confirmadas por conta dos ataque americanos, além de mais de quinhentos feridos.

A Guarda Revolucionária Iraniana alertou que as operações militares continuarão na região até haver retorno à calma tanto no Estreito quanto nas águas costeiras do Golfo Pérsico; inclusive afirmaram ter impedido a passagem não autorizada de quatro embarcações com o uso estratégico de drones e mísseis contra petroleiros. Os EUA restabeleceram também bloqueio aos portos iranianos após suspenderem essa medida em decorrência da assinatura anterior do acordo diplomático.|

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