Khamenei Ameaça “Lição Inesquecível” aos EUA pelo Estreito de Ormuz

Khamenei intensifica ameaças aos EUA após ataque ao Estreito de Ormuz, elevando risco comercial global.

18/07/2026 15:46

4 min

KHAMENEI.IR / AFP
KHAMENEI.IR / AFP

O líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei ameaçou infligir uma “lição inesquecível” aos Estados Unidos neste sábado, dia 18 de outubro, após a retomada dos ataques contra o Irã.

“Agora que o inimigo americano busca incitar à guerra (…), deve saber que a querida nação iraniana e a frente da resistência têm lições inesquecíveis a lhe oferecer”, declarou o aiatolá em mensagem escrita divulgada pela televisão estatal.

Ele criticou duramente os EUA por violarem um protocolo assinado entre ambos no último dia 17 de junho.

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Tensão pelo Estreito de Ormuz

O conflituoso cenário foi reaquecido depois do ataque sofrido por um navio cargueiro, ocorrência subsequente ao alerta emitido pelo Irã sobre rotas alternativas para passagem marítima através do vital Estreito de Ormuz. Esta rota é supervisionada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e representa uma das principais artérias comerciais globais.

Desde o início da guerra em fevereiro — que teve começo com ataques surpresa realizados pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro —, Teerã passou a considerar exercer controle total sobre este estreito estratégico. A hidrovia movimenta cerca de um quinto tanto do petróleo quanto do gás comercializados no mundo quando há paz normal nos negócios internacionais.

Disputando Controle Marítimo. Um acordo preliminar previa, inicialmente, apenas a reabertura completa; contudo, ele continha também uma redação ambígua sugerindo que seria responsabilidade iraniana administrar o tráfego marítimo na região, podendo cobrar taxas futuras pelo serviço.

O Irã utilizou esse trecho para reforçar seu direito em controlar e taxar passagem pela rota alternativa. Por outro lado, os Estados Unidos e diversos países contestam veementemente essa interpretação de Teerã, insistindo no princípio básico de livre navegação sem pedágios ou restrições desde antes do início dos confrontos armados.

Escalada Militar: Ataques Recentes ao Oriente Médio

Os ataques não se limitaram apenas à disputa por rotas comerciais; a retaliação iraniana também atingiu vizinhos importantes da região Golfo Pérsico. Os EUA lançaram ofensivas contra o Irã um dia após 25 de junho passado, visando instalações que Washington classificou como sistemas radares costeiros e depósitos avançados de mísseis e drones.

Em resposta direta aos golpes americanos no litoral iraquiano, Teerã atacou em seguida um petroleiro específico que estava utilizando uma rota alternativa pelo estreito do Ormuz. Essa ação gerou novas respostas militares dos Estados Unidos na sequência imediata.

A escalada se expandiu quando a retaliação iraniana voltou – se para países vizinhos ao Golfo: Kuwait e Bahrein foram alvos diretos por ataques devido à presença das tropas americanas nesses dois estados árabes parceiros da região.

O Impacto nas Infraestruturas Civis

Embora tenha havido momentos de recuo nos confrontos — com delegações enviadas, inclusive através do Catar em um papel mediador —, as tensões voltaram rapidamente após o funeral dias depois. O Irã intensificou os alertas contra qualquer uso dessa rota alternativa enquanto preparava homenagens aos líderes supremos caídos no início dos conflitos EUA – Israel.

Os Estados Unidos responderam a uma onda crescente de ações iranianas atacando sistemas avançados como radares e mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária paramilitar.

Além disso, Washington revogou autorização especial que permitia ao país vender seu petróleo bruto para mercados internacionais utilizando dólares americanos — parte desse acordo provisório desfeito em meio às sanções sobre combustíveis navais consideradas violação do protocolo.

O comando militar iraniano considera o controle deste estreito sua “linha vermelha intransponível”.

A ofensiva americana se expandiu ainda mais nos últimos dias; os ataques atingiram alvos muito distantes das áreas costeiras tradicionais no norte iraquiano e na sexta – feira (17), bombardearam pontes estratégicas ou estações de energia localizadas também no sul.

O Risco da Infraestrutura Civil

Os líderes militares americanos, como Donald Trump — que já ameaçou prometer aniquilar toda a civilização em um momento inicial do conflituoso período —, têm repetido as intenções de atacar infraestruturas civis. O Irã informou nesta mesma semana sobre o ataque americano ter causado mortes para pelo menos 46 pessoas e ferimentos superiores aos mais de 400 desde que os confrontos foram retomados.

A situação é marcada por declarações contraditórias: enquanto Washington afirma responder apenas ataques navais ou contra navios cargueiros específicos no estreito; há relatos recentes confirmando novos alvos iranianos, como uma usina dedicada à dessalinização na cidade kuwaitiana.

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