Krug anuncia músico como Embaixador Global no Brasil

O consumo de champagne tem passado por uma transformação significativa no Brasil: se antes era sinônimo exclusivo de brindes festivos, hoje os consumidores estão tratando – a bebida quase como qualquer outro grande rótulo vinícola.
Essa mudança reflete menos apenas celebrações; cada vez mais pessoas pedem garrafas inteiras para jantares ou guardam taças únicas ao longo do dia, prestando atenção à safra e aos detalhes da produção — características típicas dos vinhos Borgonhaou Barolo.
Grandes casas reforçam presença com novas embaixadas
O movimento é visível nas grandes marcas. A Krug acaba de anunciar o TUJU, um músico formado na área gastronômica por Ivan Ralston, como sua nova Embaixada Global no Brasil. Ele se junta a Kinoshita, que ocupa esse posto desde 2008.
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Com essa adição, as propriedades das duas maisons representam agora os dois pontos mais importantes do país para ambas: são únicas na América Latina e elevam ainda mais o perfil da marca localmente. Olivier Krug resumiu esta lógica ao afirmar que essas lojas não funcionam apenas como points of sale (pontos de venda), mas sim locais onde “a casa ganha vida através de quem já compartilha seus valores”.
Moët & Chandon celebra história com nova cuvée
Em paralelo à movimentação em Paris, a Moët & Chandon também escolheu o Brasil. A maison está apresentando sua Collection Impériale Création Nº 1, uma edição especial criada para marcar os próximos grandes marcos: completar 280 anos e abrir caminho até os inéditos 300 anos em 2043.
Este rótulo é considerado uma homenagem ao fundador Claude Moët; ele foi construído sobre safra de 2013 combinada sete colheitas diferentes na composição final do vinho. Marie – Christine Osselin esteve presente no evento nas cidades paulista, carioca e goiânia com a missão de apresentar o novo produto à imprensa especializada.
O crescimento dos produtores independentes
Disputa por nomes pequenos: foco nos grower champagnes
Por outro lado da transformação está um crescente interesse pelos chamados grower champignons. São os vinhos produzidos diretamente pelo próprio produtor que cultivou as uvas em vez de comprar matéria – prima. Esse nicho atrai colecionadores mais exigentes pela rastreabilidade do vinho. Leclerc Briant é uma referência nesse movimento; fundada desde 1872, ela foi pioneira na biodinâmica já a partir dos anos 1970.
Produtores artesanais e safras raras. Outros nomes como Olivier Horiot no Aube trabalham com vinificação parcela por parcela utilizando áreas mínimas para produção. Georges Laval, sediado em Cumières, produz um volume reduzido — cerca de dez mil garrafas anualmente —, mantendo métodos tradicionais sem produtos químicos há mais de cinco décadas.
A raridade também é notada nos trabalhos manuais: Aurélien Lurquin trabalha à mão numa propriedade pouco listada nas importações internacionais; já Jérôme Prévost cultiva apenas dois hectares na região dos Les Béguines e se tornou extremamente cobiçado pelo público que busca além das grandes marcas.
Esses rótulos chegam geralmente em lotes muito pequenos e esgotam rapidamente entre as lojas especializadas do país.
Maturidade no mercado brasileiro
Safras antigas reforçam maturidade de consumo local
A sofisticação aumenta também com a chegada ao Brasil de safras mais envelhecidas ou edições especiais, como vintages específicos da Dom Pérignon, Cristal e Bollinger RD — categorias antes restritas aos viajantes internacionais.
Esse cenário demonstra uma crescente capacidade dos consumidores brasileiros: essas garrafas não são compradas por impulso; elas exigem um comprador que já entende o valor histórico do ano específico em questão. O país ainda representa menos de 2% no total global consumidomas é reconhecido entre os poucos mercados onde champagne cresce junto à tendência geral pelo consumo vinícola premium.
O hábito transforma a experiência
Apesar das grandes marcas reforçarem sua presença com eventos como este, há algo comum unindo todos esses movimentos na América Latina e também localmente.
É uma mudança profunda nos hábitos dos consumidores: embora o champanhe continue ligado ao gesto napoleônico inicial — abrir para celebrar —, ele está sendo cada vez mais apreciado fora do contexto festivo. Passar pela taça única ou servi – lo em um jantar íntimo é parte desse novo ritual de apreciação que define hoje seu mercado no Brasil.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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